sábado, 1 de outubro de 2011

é só desbundar


Não basta usufruirmos de uma semana de praxe no nosso ano de caloiros, estando do lado dos praxados - temos dois outros anos para aproveitar semanas semelhantes estando do outro lado, de quem praxa. E que sensação. Os pés doem diariamente e cada vez mais, o calor torna-se um hábito e o traje um vício. Cansamo-nos mais do que os praxados, mas por vezes também nos divertimos mais que eles. O respeito vai-se conquistando, os laços de amizade vão-se criando e num fechar de olhos passa uma semana que nunca desaparecerá da memória.
Ajudar a integrar e manter a tradição são os únicos objectivos, para além da diversão adjacente. Sabe bem poder fazê-lo mais de perto, junto dos afilhados, que não se faz questão de ter mas aos quais se dá enorme valor quando se tem. E sabe bem voltar aos sítios e aos momentos que nos levaram até ali, que há um ano nos colocavam no mesmo sítio que eles. Notamos o nosso crescimento e vamos começando a notar o deles.
E que orgulho é ir atravessando com eles todas as etapas da semana: os primeiros momentos de obediência, de cantorias (e berrarias), de jogos, de bebedeira, de concursos, de escolhas; a passagem de bichos a caloiros. 
Nunca fazer figuras no meio da rua foi mais subvalorizado do que quando se faz parte de um grupo e estas são partilhadas por todos os seus membros. Nunca fazer pega-monstros a um vulcão de água (perfeitamente legal) foi mais emocionante do que quando a água está prestes a molhar-nos a todos e a expectativa da queda sobre os corpos nos faz temer e ansiar, em simultâneo, o momento que se segue. x as vezes que se quiser.
Limpar a imagem que se tem de um local e substituí-la por memórias bonitas e idílicas é também motivo de grande alegria. O verde da relva serve para rebolar, a beira-'mar' para conversas melancólicas e o ar para receber sorrisos sinceros, com algo a correr no sangue que nos dá força para sermos mais do que habitualmente somos. Não há melhor final de tarde que este.
Vale a pena repetir a máxima de que as pessoas representam o pedaço mais importante da bolacha que é a vida universitária e que sem todo um ambiente favorável seria impossível aguentar pressões, prazos ou tarefas chatas. A verdade é que são as pessoas que cá estão e as que vão chegando que nos fazem continuar e nos dão força, uma espécie de efeito Rivaldo. E a sensação de ir aumentando a 'família' é das melhores que se pode ter :)

2 comentários:

Mj disse...

«A verdade é que são as pessoas que cá estão e as que vão chegando que nos fazem continuar e nos dão força, uma espécie de EFEITO RIVALDO.» - muito bom Raquel! xD

Vans disse...

Olá Raquel, cheguei até aqui através do Postcrossing.com.
Encontrei lá o teu perfil por mero acaso, e despertou-me a atenção os imensos postais que ja trocaste em apenas um ano!!
Sou nova por lá, ja pedi algumas moradas e estou ansiosa por começar a receber os meus postais também.
A minha maior dificuldade é em encontrar postais originais (os mais comerciais repetem-se muito). Adoro fotografia e já pensei fazer das minhas fotografias postais, mas sei que nem todos gostam dessa vertente (que acho super original e unica). Posso saber como conseguiste tantos postais durante este ano? Dicas?

Obrigada ;)