terça-feira, 14 de dezembro de 2010

tricô time

Quando o tricô chama por nós, é difícil resistir ao chamamento. Ele surge-nos de forma muito dissimulada, nem damos pela sua chegada, e intrinseca-se na nossa cabeça tipo íman. Não nos conseguimos desfazer dele, e para além disso sentimos necessidade de o partilhar, de compreender o que ele significou efectivamente tendo em conta contextos e situações. Há bons tricôs, fofinhos, que não tricotamos pelo prazer de tricotar, mas sim porque toda a sua envolvência nos parece correcta, certa, verdadeira, e por isso partilhamos, sentimos que é algo que merece mais até do que ser simples tricô, porque tricô parece uma palavra muito feia e desprovida de emoção, como se gostássemos de tricotar apenas porque nos rimos com isso. O que queria dizer é... no fundo, ficamos felizes por grande parte do tricô :) Pela outra parte, nem por isso. É parva e deprime-nos saber que há este tipo de tricô mas, ao mesmo tempo, sendo inevitável, sempre arranca umas boas gargalhadas e dá para fazer umas piadas engraçadas. Claro que fora de tudo isto fica o tricô no estrangeiro, que não deixa de ser tricô, mas que não tem tanta piada e é fofinho também. De acrescentar que, quando o tricô se torna oficial, ou seja, quando acabamos de tricotar uma camisola ou um cachecol, as coisas perdem um bocado a piada. Não sobra nada para tricotar, está tudo tricotado. Resta esperar por mais tricô, e acreditai, ele virá, sooner or later. Muahahahah. We <3 tricô.

1 comentário:

Indigente disse...

Eu já fiz tricô! <3