domingo, 28 de novembro de 2010

these are the days

Há aqueles dias em que se faz muito, que não se pára um minuto, que se trabalha horas a fio. Ainda bem que os há! Mas depois há dias como hoje, em que não apetece e não se faz nada, em que o trabalho sofre uma pausa bastante grande, tipo kit kat gigante, e se passa o dia no sofá sem mexer uma palha. Sabe bem, admito. Sobretudo depois de alguns dias bem ocupados. Hei-de me arrepender, daqui a um tempo, mas hoje não posso dizer que não foi óptimo, porque foi. Era tão bom que todos os dias pudessem ser assim.

here it is

Tenho a dizer que amanhã inicio uma nova experiência radiofónica que pode vir a ser um grande sucesso, e isso põe-me assim  :D. Muita música fixe, acordem a ouvir o salta da cama, que vai ser uma hora engraçada. Aliás, a aula das 8 vai ser uma coisa engraçada, com eles a ouvirem o programa... estou para ver! Inicio também uma longa semana de trabalhos e coisas chatas, que mete um feriado pelo meio (que boooooom), muitos textos para ler e muitos outros para escrever, mas sempre dentro do espírito fixolas do curso, que não deixou de ser interessante e fofinho - visitas à biblioteca são um show. Interessantes e fofinhas são também as pessoas que o compõem, desde vocês que partilham comigo aquelas aulas hilariantes do homenzito do stand-up (quando pomos lá os pés), a vocês que nos ensinaram os prazeres da esplanada (e dos restantes spots) e são pessoas fantásticas. Tenho a dizer que isto não seria a mesma coisa sem vocês, nem nada que se pareça. Ah, a semana mete outra coisa no meio, o jantar do veterano... recheado de surpresas. Vai ser um LOL, para dizer uma coisa parva :P Mete também o aniversário de duas pessoas importantes, o que vai ser interessante :) Surpresas, again, minha filha! Surprises are all we need, para a vida continuar interessante. Um grande like para isto. E outro para a nossa bipolaridade, maninha. É tão giro andarmos sempre a trocar de papéis, irmã boa e irmã má, quando uma ataca a outra mantém-se calma. Gosto disso! Disso e da sinceridade / fofura de outra pessoa especial, mais uma das que adoro recentemente nesta nova etapa de vida absolutamente fantástica. E de Lisboa, que continua a não ser a cidade perfeita, mas que não deixa de ser perfeita a meus olhos, e tem sido maravilhosa em todos os aspectos. E fofinhos e xuxus, aqui está todo o meu <3

u know who i am

Agora já sabes, agora podes compreender. Já desconfiavas mas não tinhas a certeza, agora já tens. Tinha medo, não sei bem de quê. Era estranho contar-te assim do nada, apesar de partilharmos muito e de confiar em ti plenamente. E não sabia se devia, visto que é algo dissimulado, que vai e vem, que depende do estado de espírito e da resposta obtida. Porque me resigno às evidências, normalmente, e estar a contar tudo de novo, a abrir uma vez mais este coração, só me faz voltar a pensar e ponderar as coisas que normalmente reprimo. Porque não vale a pena, como te disse. Não vale a pena lutar por algo que não é nem nunca será. Ainda assim, agora já sabes, e apesar de tudo isto, estou contente por saberes, por poder desabafar contigo estas coisas parvas que me abalam de vez em quando. É bom, sabe bem poder receber conselhos desse lado, aí desses não-sei-quantos quilómetros que nos separam. Mas tu sabes, e compreendes, aquela mínima esperança, aquela luz ao fundo do túnel, cuja mais ínfima possibilidade de existir nos faz continuar e não desistir completamente, mesmo que o queiramos a todo o custo. Acabamos por viver num impasse, embora não dêmos conta disso no dia-a-dia, e estamos constantemente à espera de mais, de algo que nos faça continuar ou desistir de uma vez por todas. Enquanto isso não chega, aqui estamos. E felizmente, a partir de agora, tenho-te a meu lado para partilhar estes devaneios.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

everything changes


Há dias assim. Mais valia não teres acordado, não teres ido, não te teres esforçado, já que as coisas iam ficar assim, como se tudo tivesse desaparecido de um momento para o outro, como se nada tivesse existido, quase. Dói, mas faz parte da vida. Sentes-te revoltado por não seres compreendido, queres voltar atrás no tempo e no espaço, emendar alguns comportamentos, tentar explicar-te, para ver se consegues dar a volta à situação de hoje. E queres mostrar o teu ponto de vista, admitir que erraste em algumas coisas mas que tinhas razão noutras, ao seguires um determinado caminho em detrimento de outro. Porque tiveste a razão do teu lado, algumas vezes, mas agora parece demasiado tarde para seres ouvido e acreditado. Porque as coisas não são tão simples quanto isso, o tempo passa e já não podes fingir que as coisas não mudaram. É a vida, há dias assim. Mas de uma coisa podes ter a certeza: não estás sozinho neste mundo, isso é a última coisa que podes pensar. Há sempre gente que se preocupa e que está aqui para ti, fica a saber isso. Sim, isto é para ti que lês o meu blog e te queixas que nunca falei de ti (lol :p), aqui fica o primeiro post exclusivamente dedicado à tua pessoa e sobretudo ao difícil dia de hoje, que por ser difícil para ti se tornou difícil também para nós, por nos preocuparmos e querermos ajudar. És uma pessoa simpática e carinhosa, que merece mais do que estar meio adoentada e ainda por cima ter de levar com todas estas coisas em cima, como se hoje fosse mesmo um dia marcado no calendário para te virares para um lado e para o outro e não conseguires sair de uma grande embrulhada. Se se chegou a este estado, é porque algum dia tinha de se chegar, e mereces mais do que alguma vez poderias ter com a situação como estava. As coisas compõem-se, como acontece sempre na vida. Demoram o seu tempo, custam a passar, mas quando se desvanecem sentes um enorme alívio por tudo ter, aparentemente, voltado ao normal. Até lá podes sempre contar com o nosso apoio, é para isso que os amigos servem, para as ocasionais pancadinhas nas costas, os frequentes abraços e aqueles momentos totalmente parvos cujo objectivo é serem parvos o suficiente para te fazerem esboçar um verdadeiro sorriso. Às vezes vivemos para te ver animar um pouco e abandonar esse estado de tristeza e neutralidade. Espero que estejamos a consegui-lo!  :)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

seras-tu là?

Estás aí? Ouves as minhas palavras de tristeza, de ódio, de desespero? Ou apenas finges que prestas atenção e no segundo seguinte viras a cara e continuas o teu caminho, como se nada fosse, como se não significasse nada para ti? Será que quando desligas o telefone apressadamente ou dizes que tens de ir a algum lado me estás, na verdade, a tentar ignorar, a querer com todas as forças abandonar a minha presença? Ou será tudo isto produto da minha criatividade fértil e de um cansaço acumulado ao qual não consigo fugir? Não compreendo os teus actos, os teus gestos, a tua maneira de ser, não te compreendo a ti, como parte ou como todo, como metade ou como inteiro, como copo de água meio cheio ou meio vazio. Porque estás aí sem estar, ou não estás aí e estás na mesma, mas não consigo perceber bem o que vês, sentes, pretendes, fazes ou pensas? Porque és  frio quando mais preciso de calor, porque pareces distante quando mais preciso de ti a meu lado? É algo que se torna insuportável aqui dentro, procurando constantemente respostas, numa procura que parece vã e idiota, mas que faz todo o sentido quando não se compreende nada e se quer compreender tudo. Talvez isso não seja possível, não sei. Por enquanto contentava-me saber se estás aí e me ouves, de vez em quando, que seja. Não gosto de falar para as paredes, e mesmo que gostasse, se uma parede não gostar sempre posso tentar a minha sorte com outra. Mas gostava que me ouvisses efectivamente, que não fingisses, que pudesses desvendar um pouco mais, por mais pequeno que seja, de quem és e do que podes vir a ser. Porque tu és tu e como tu não há mais ninguém... Quando pudesses partilhar algo mais, agradecia.
E é tudo.

sábado, 13 de novembro de 2010

when you need a hug

*Ela sai do edifício calmamente, como quem pondera bem o que faz e caminha com um propósito. Está alegre, desde as escadas aos saltinhos e prepara-se para abandonar o local. No entanto, vê-o ao longe e decide ir ter com ele. Já não falam há uns dias, quer pôr a conversa em dia, saber coisas. Aproxima-se tranquilamente e dá um espaço para ele se aperceber da sua presença.
- Olha, olha! – diz sorridente, procurando os seus olhos. – Como estás?
A sua expressão muda quando o olha de frente e se apercebe de que ele não está tão alegre quanto ela. Arrepende-se de o ter abordado daquela forma, tenta compreender o seu rosto, mas apenas se apercebe do humedecimento óbvio dos seus olhos esverdeados, que se tornam mais brilhantes com o reflexo da luz solar nas lágrimas. Aproxima-se mais dele, leva uma mão ao seu braço e tenta confortá-lo.
- Então rapaz, estás bem? – questiona-o, verdadeiramente preocupada com o que o possa estar a preocupar. – O que se passa?
Ele não fixa os seus olhos, procura desviar o olhar e com ele as lágrimas que querem sair a toda a força. Mas acaba por falar, como quem precisa de desabafar o que vai no coração, independentemente de alguém estar a ouvir ou não.
- Ela deixou-me... – afirma, quase incrédulo, deixando-a desconfortável e sem compreender.
- Ela quem? Do que estás a falar? – A rapariga procura manter a calma, questionando-o com um verdadeiro sentido de preocupação.
- A minha namorada...
Ela não sabia que ele tinha namorada, quanto mais que esta o tinha deixado. Agora, sente-se algo estranha por se estar a intrometer na sua vida romântica, sobretudo dados os seus sentimentos por ele. E sente-se mal por desconhecer este facto da sua existência. Mas a preocupação mantém-se.
- Tem calma, rapaz... – procura acalmá-lo. – Tens a certeza de que não foi apenas uma discussão?
Ele parece não a ouvir, visivelmente aterrado com a situação. Começa a caminhar em direcção ao vazio, pela simples necessidade de sair dali e mexer as pernas.
- Não percebo... – verbaliza, não para ela em específico, apenas para o ar, para expressar os seus pensamentos. – Estávamos bem... podia não ser uma relação forte como muitas outras, mas gostávamos um do outro e estávamos bem. Porque é que ela tinha de fazer isto? Porque é que ela decidiu acabar tudo de um dia para o outro, sem explicação?
Ela volta a apertar-lhe amigavelmente o braço, tentando libertá-lo daquela tensão. Mas os olhos dele não vão aguentar, o seu apoio não está a resultar e isso é visível na expressão dele. Ela compreende tudo isto e decide ajudá-lo como pode, parando de caminhar, aproximando-o de si e colocando os braços à sua volta. Começa a sentir o ombro húmido das suas lágrimas, mas não se importa. Ele parece não ter forças para a envolver, mas aos poucos acaba por ceder e apertá-la junto a si, pousando a cabeça entre o seu pescoço e o seu ombro. Não é só a situação de agora, é o acumular de muitas tensões, e ela também sabe disso, conhecendo-o como conhece.
Sente-se mal por ele estar assim, triste por ele estar a sofrer, querendo fazer tudo o que pode para o ajudar. Ao mesmo tempo, gosta de estar assim com ele, de o ter perto dela, de poder sentir o seu cheiro e agarrar o seu corpo, de poder fazer-lhe festas na cabeça e mostrar a sua preocupação por ele. Abandona imediatamente estes pensamentos, sentindo-se egoísta por pensar em si e nos seus sentimentos. Ele desconhece-os, ela nunca teve coragem para lhe dizer, embora procurasse mostrá-los constantemente. Mas ele não os compreende, ou ignora, não querendo dar-lhe falsas esperanças, e por isso ela mantém-se no papel de grande amiga, que acaba por a satisfazer. E o abraço continua, até ela o afastar calmamente e procurar limpar-lhe as lágrimas dos olhos. Prepara-se para ser a melhor amiga que consegue.
- Não fiques assim... – diz ela, voltando a apertar-lhe suavemente o braço. – Seja o que for que a fez deixar-te, só mostra que ela não te merece e que tu mereces bem melhor para ti. Uma pessoa que goste realmente de ti nunca te faria isso, nem nunca o fará. Há muito peixe no mar, não vale a pena ficares assim por alguém que não merece as tuas lágrimas. És uma excelente pessoa, e tenho a certeza absoluta de que um dia encontrarás alguém que te merece verdadeiramente. Entretanto, estou sempre aqui para ti, sabes disso.
Ele já a olha ligeiramente nos olhos, levantando a cabeça como quem está agradecido pelas suas palavras e pelo abraço reconfortante que estava mesmo a precisar de receber. Mas não diz nada, e ela pondera sobre o que acaba de dizer, procurando dar conta da reacção dele também. A sua preocupação levou a melhor e está contente com isso.
Voltam a caminhar levemente, sem dizer nada, embora ela o vá olhando de soslaio, de quando em vez, tentando ver se ele se sente melhor. Espera que sim. Até que ele volta a falar, desta vez mais calmo e menos tenso, mas ainda cabisbaixo:
- Sei que tens razão, mas ainda assim é complicado... E se falasses dos teus sentimentos, se dissesses o que pensas e sentes, talvez... não sei.
Ela aquiesce, sente-se estranha com esta afirmação totalmente descontextualizada da parte dele. Não a compreende, na verdade. Ele sente-se magoado e é exactamente neste momento que parece tomar conhecimento dos sentimentos dela por ele, que nem ela própria sabe definir bem? Ultrapassou assim tão depressa a dor, ou procura apenas desviá-la quando se apercebe da sua profunda preocupação? O que deve responder-lhe, agora?*

Quando temos um sonho assim, que nos toca tanto, e acordamos no preciso momento em que esperamos uma resposta por parte do nosso inconsciente, é normal que procuremos uma conclusão para ele. O que deve a rapariga responder-lhe? Há dois cenários de resposta, na verdade. É só escolher o mais indicado. Se estivesse no lugar dela, não saberia o que escolher. E parafraseando as minhas queridas amigas, o subconsciente é tramado e tem destas coisas. É a vida.

Final 1

Deve aproveitar o momento para dizer o que sente, ou deve manter a compostura e ignorar esta reacção dele? Decide jogar pelo seguro, como tem feito até aqui, embora se pudesse arrepender disso logo de seguida.
- O quê? Do que estás a falar? – questiona como se ele tivesse dito a maior barbaridade de sempre, tentando enganar-se a si própria. - O que eu sinto por ti é o que tu sabes, gosto de ti como amigo e estou aqui para o que der e vier, sim, mas nada mais que isso. – Ela sorri, tentando disfarçar o arrependimento que já começa a sentir. – A rapariga certa para ti há-de aparecer quando for a altura!
Ele sorri também, e ela espera que ele tenha acreditado nas suas palavras. Era a atitude certa a tomar, sabe disso. Sente-se feliz com as palavras que ele lança de seguida, que resumem tudo o que acabaram de passar.
- Obrigado por tudo.

Final 2

Deve aproveitar o momento para dizer o que sente, ou deve manter a compostura e ignorar esta reacção dele? Decide arriscar tudo, aproveitar o momento, rejeitando jogar pelo seguro. O nervosismo ataca-a, por continuar a desconhecer os sentimentos da parte dele, coisa que a atormenta desde sempre. Mas a decisão está tomada, e abre a boca para dizer tudo o que tem a dizer:
- Os meus sentimentos? Eu... – hesita, olhando para a relva que está sob os seus pés. – Eu gosto de ti desde que nos conhecemos... Se queres saber toda a verdade, é um sentimento que vai perdendo alguma importância quando pareces não sentir nada, mas que se fortalece sempre que mostras algum sentimento. Na maior parte das vezes ocupa uma pequena parte do coração, porque ser tua amiga é, para mim, mil vezes mais importante do que querer mais que isso... e é isso que está a acontecer hoje. – faz uma pausa, aliviada com o que acaba de verbalizar. – Não sei o que esperavas ouvir, se pretendias algo com a tua afirmação, estás magoado e provavelmente vais ficar confuso agora, mas ainda bem que te mostrei o que sentia.
Ele amaina o passo, dá voltas à cabeça, provavelmente sem saber, também, porque disse o que disse antes. Ela sente-se expectante, quer a todo o custo que ele pegue na conversa e diga algo que a fará feliz, mas não faz a mais pequena ideia do que a espera. Até que ele decide dizer algo, olhando para ela:
- Obrigado, por tudo. – diz. – Por seres quem és e por estares aqui ao meu lado. E por teres tido a coragem de dizer isso. Não estivesse eu um farrapo e talvez fosse capaz de te dizer algo melhor do que isto... mas estou vulnerável e nem consigo reagir bem assim, perdoa-me.
Apesar da não-resposta e do receio das consequências, a longo-prazo, das suas declarações, ela sorri e mantém a esperança, pegando-lhe no braço e recomeçando a caminhar, deixando no ar apenas isto:
- Eu posso esperar.

Pick yours : )

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

speaking into the air

Quando se dão ausências relativamente prolongadas - e, digamos a verdade, neste mundo em que vivemos uma semana é portadora de muitos e importantes acontecimentos, por isso... -, há necessidade de contar coisas que ainda não foram ditas / escritas. E hoje é o dia. Começo por dizer duas coisas muito fofinhas: *sapere aude* (que é fantástico como 'boa sorte') e *toda a gente tem uma Rita Mendes na sua vida*. Já explico.
Estou a ficar muito influenciada pelos meus padrinhos - talvez por serem os únicos, do único baptismo desta vida. Do lado do Ricardo, o desejo constante da esplanada e de jogar às cartas (que no fundo é partilhado por toda CC). Do lado da Marta, sem dúvida, a histeria e tudo o que vem com ela - vá, também tenho muita calma, mas quando se metem concertos do Bublas pelo meio, ela acaba por não ter grande efeito. E já que estamos a falar do Bublas... gente, aquele homem é uma figura muito curiosa, fiquei apaixonada por aquele concerto que é mais uma festa do que outra coisa qualquer. Espero que ele volte mesmo mesmo mesmo no verão, e que volte a ir lá à plateia *-* Marta, a histeria está a começar outra vez!
Reservo um momento para reflectir, também, acerca da casa das máquinas (Inês ao poder!) da fcsh e daquela máquina estranha que nos come dinheiro e/ou oferece kit kats. Foi uma aventura, com o Pedro, há uma semana, tentar tirar o kit kat do buraco, e depois constatar que alguém o conseguiu tirar de lá. O mistério foi resolvido quando soubemos que, afinal, os nossos colegas cc'ianos tinham tentado remover o dito chocolate e ele tinha acabado por cair para o alçapão, juntamente com um novo kit kat. É a vida, meus caros. Mas a máquina também tem as suas contrapartidas: poupámos um euro, pois havia uma água na mesma situação, mas mais fácil de tirar; e por diversas situações o troco concedido pela machine é superior ao correcto. Às vezes acaba por compensar as tartes que ficam coladas umas às outras e recusam-se a cair.
Outro momento para falar da actuação da Tuna na Baixa, um momento sublime de música e beleza - isto hoje é só poesia. A tété e a rolita a cantarem e tocarem - adoro o cavaquinho -, trajadinhas e lindas :D Foi um espectáculo o pessoal de cc todo a aplaudir, a minha avó (salvo seja) a dançar com a pandeireta, a outra moça da tuna a dizer que eu era irmã da Teresa (manas! irmã boa e irmã má). Muito giro, mesmo com aquelas viagens de metro todas, completamente desnecessárias! E apontem, McFlurry de Magnum é óptimo.
Também estou apaixonada pelo Adriano - o que vale é que o <3 é grande e dá para muita gente, LOL - e pelos seus textos maravilhosos. Soube que só o nosso curso é que tinha dispensa de aulas para participa, então entrei tipo fura-casamentos no seminário que houve nestes dias, só para o ouvir a falar de dispositivos mediáticos e tal - talvez esteja doente, yeah, mas adorei aquilo. O homem é um espectáculo, gosto do facto de ele ser diferente e saber exactamente o que a universidade deve fazer pelos alunos, ao contrário do que as pessoas pensam normalmente, nomeadamente os professores que apenas querem dar notas pelo que ensinam exactamente nas aulas. Gosto da perspectiva subjectiva dele e ouvi-lo falar é tipo o paraíso. Mas pronto, deixemos lá o senhor em paz, ele agora tem frequências para corrigir e espero que seja simpático :p
O filme do facebook é muito porreirinho, aconselho. Aquele Mark era uma pessoa estranha, muito inconveniente, acabando por perder o único amigo que tinha por uma estupidez. Por outro lado, o Eduardo é um fofinho - não é Susy? - e merece a nossa simpatia. Mas vejam o filme, vale a pena. Não é nenhuma obra-prima, sinceramente estava à espera de um danoninho mais, mas ainda assim surpreendeu pela positiva :) É o que dá ir ao cinema em véspera de frequência. Quanto aos planos para hoje, passavam sobretudo por esplanar, esplanar e esplanar... é o que se quer quando se tem a ilusão de férias, temporária no entanto, apenas até ao final do mês, ou nem tanto. Sabe bem. No entanto, acabámos por não esplanar, o tempo também não ajudou, mas fizemos algo semelhante e igualmente agradável: decorai o verbo neologista "escadar". As escadas da fcsh são um must para quem quer aproveitar o que a faculdade tem de bom. Conviver na escadaria da torre B merece, por tudo isto, uma classificação de 4 estrelas.
Ah, quanto àquilo da Rita Mendes... :P A verdade é que a Rita é uma pessoa bastante louca, mas ao mesmo tempo é uma querida e uma grande amiga. Daquelas pessoas com quem estamos sempre a falar, a trocar impressões, a quem contamos as coisas mais parvas que nos vêm à cabeça e tal (ver posts anteriores). E a verdade é que toda a gente tem alguém assim na sua vida - uma amiga do coração meio tresloucada, no bom sentido. A minha Rita Mendes é a Rita Mendes, a da Teresa por acaso também (lol), a da Susana já tem outro nome, mas não deixa de se ruma Rita Mendes! Confuso, I know, mas isto tem tudo uma lógica muito profunda - da dádiva ou maquínica ou lá que raio é, não interessa. Rita Mendes, és especial! :P
Mais desenvolvimentos da vida social em breve. E a imagem é em homenagem ao nosso signo fofinho, peixinhos, que nos faz ser assim! :)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

please, call me child

Lembraste-me daqueles momentos que me fazem suspirar pelo nosso tempo de crianças, como dizes, em que éramos tão felizes simplesmente porque não nos imaginávamos de outra forma. Aqueles dias especiais, das bruxas e abóboras, ou simplesmente aquelas conversas tipicamente adolescentes que tínhamos nos intervalos, à parte de toda a gente. Vejo aquele espaço em que fomos felizes e sorrio, porque me faz lembrar tantos e tantos momentos, porque me leva para aquele tempo que recordo com saudade. E estes dias, como o de hoje, eram como que um prolongamento da amizade, uma forma de ela se consolidar ainda mais. Recordo os filmes, as almofadas, as aranhas nas pipocas, o fumo branco, os fatos, as camas improvisadas, o medo, o desconhecido, a alegria, as histórias malucas, e sinto falta deles, desse tempo em que não desperdiçava um único dia. Hoje as coisas mudaram, já não somos crianças, já não temos aquelas carinhas de meninas queridas e inocentes. Crescemos um bocadinho e já não temos a mesma vontade para nos divertimos daquela forma, as bruxas que esperem lá fora, à chuva, que não as deixaremos entrar esta noite. Ficam as recordações, e vêm outras, que quando toca a estas coisas nunca há recordações a mais. Lembraste-me de outros tantos momentos, e depois vêm as imagens na televisão, e depois vêm os aniversários que não são mais do que uma legalização da passagem do tempo, e o nosso castelo de memórias vai-se construindo cada vez mais, e o nosso passado vai-se desmoronando à medida que caminhamos em direcção ao futuro. Nunca mais haverão dias como este e, no entanto, haverão muitos outros como este, diferentes mas iguais, com ou sem bruxas a atormentarem os nossos sonhos. Não que elas os atormentassem, na altura, pelo contrário, toda a ambiência do dia nos levava para o seu mundo mágico, como se de fadas se tratassem. Aquele desconhecido e aquelas almofadas uniam-nos mais do que qualquer outro medo ou circunstância. Mas esses dias passaram. Já não há passeios pelo recinto, como havia dantes, nem longas conversas naquele sítio que sabíamos não poder frequentar mas no qual passávamos a vida. Já não voltaremos a conversar como dantes, a falar das nossas vidas como se nos pertencessem, a rir com tudo e nada como quando a vida era simples e brilhante. Aquelas escadas verão passar novas crianças, aquelas portas ouvirão novos risos e aquelas pessoas conhecerão novos futuros "nós", que um dia também estarão no nosso lugar e recordarão com saudade o tempo em que queriam fazer anos e ser mais crescidos. A nós, ficam-nos os dias como o de hoje há uns anos atrás, fica-nos a memória de tempos e histórias que outros deverão estar a viver. Ao menos isso :)