domingo, 31 de outubro de 2010

stories

Só a Rita para me fazer vir aqui escrever um post quando tenho centenas de coisas para fazer, entre as quais se encontra a principal, que é estudar para a primeira frequência da vida universitária. Tenho ouvido o Bublé (recordar para o concerto aguardadooooo) a estudar Economia, veja-se, para ver se a coisa se torna mais fácil. Resulta mais ou menos. As longas conversas telefónicas com a Rita - sempre um teste à bateria dos nokias e à paciência do moche - resultam bem melhor. Consegues tirar-me da vida real e levar-me para um mundo à parte, bem melhor do que este. Consegues distrair-me, e isso é o essencial.
Queres que te explique porque acho piada às histórias que me contas...? primeiro porque a minha vida não tem nem metade da emoção da tua (lol), porque te acontecem sempre as coisas mais fantásticas, parecem saídas de um filme. E depois porque gosto de ti e gosto de ouvir o que vês e sentes (que poético). És daquelas pessoas que se não existissem tinham de ser inventadas... és possivelmente a pessoa mais divertida que conheço, aquela que está sempre a rir e a sorrir, mas que também é humana e chora quando há razões para o fazer (e aí entra a Homem do Leme). Neste ano e tal de conhecimento, acho que já te vi de todas as formas possíveis, deste essa alegria extrema à infelicidade, mas faz tudo parte da amizade, não é? Gosto de saber da tua vida, porque não posso fazer tão parte dela como gostaria, porque esta distância é uma coisa chata que apetece matar à cajadada, grrrr. Sabes que as tuas histórias e todos os telefonemas são sempre bem-vindos : ) Estou cheia de saudades, parece que nunca mais é dezembro para te ter cá em casa! :P I like you, Ritinha.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

house of the rising sun

No primeiro ano, a faculdade será a tua segunda casa.
No segundo ano, a faculdade torna-se a tua primeira casa.
No terceiro ano, a faculdade é a tua única casa.

Começo a acreditar cada vez mais nesta teoria. Hoje foi quase até às 7 da tarde.
Entre tocar e cantar músicas, fofocar sobre as pessoas e os mitos da fcsh,
perseguir a senhora do collibri, ouvir o programa dos moços,
rir com a queixa para o tribunal, saborear o pão com chouriço quentinho,
apanhar sol nas costas, discutir música e séries,
ouvir música brasileira mal tocada e cantada, rever pessoas,
conversar, conversar, conversar...

Esplanada olé :P uma casa, certamente, já <3

domingo, 24 de outubro de 2010

almost

Estás quase lá. Dás um passo em frente, dás dois atrás, mais um passo e voltas à posição inicial, como se nenhum tivesse sido dado, afinal. Andas às voltas, meia, uma, meia de novo, e ficas por fim como estavas no início, como se nenhuma volta tivesse sido dada, afinal. Vagueias por aí, o mundo é um lugar estranho e estranhos é o que não faltam, em cada esquina um rosto diferente, uma sensação nova, um ardor no peito que nunca tinhas sentido antes. Mas na verdade acabas por voltar ao local de onde partiste, e na próxima volta igual já verás os mesmos rostos, já notarás as mesmas sensações, já reconhecerás o ardor no peito e sentirás que o mundo, afinal, é um lugar estranho, sim, mas recheado de conhecidos, de sentidos que já não te dão o suave sabor da novidade. Sentes-te perdido à superfície, perdido em ti e nos outros, perdido/a no mundo, no ar e na terra, na água e no fogo, em tudo e em nada, como se tudo e nada fosses tu e o resto, ou o resto e tu, dependendo da perspectiva. Não sentes nada, afinal, porque o nada é tudo e tu não fazes a mínima ideia do que estás a fazer aqui, ali ou acolá. Estás quase lá, dizia, mas não será que, afinal, não estás em lado nenhum, não estás exactamente onde começaste, exactamente onde devias estar, embora quisesses sempre estar mais longe? Sentes de novo um ardor no peito, como que uma corrente à volta do coração que te amarra com uma força inimaginável. Queres tudo e não tens nada, acaba sempre por voltar ao ponto de partida quando partes à procura de algo que ambicionas demasiado e nunca consegues atingir. Estás sempre quase lá, mas nunca chegas lá efectivamente; é a lei da vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

the sky is no limit

Se as coisas não são divertidas, há que as tornar divertidas. É o caso daquela aula na qual o prof passou uma hora e meia a falar de notas de rodapé (interessante, hein?), e na qual a rÓlim nos deu a conhecer a família IKEA: "Eles são meio suecos, tipo IKEA", disse a Inês, e a frase ficou para a história. Entretanto já os facebookámos e vimos as caras, são todos minimamente girinhos, sobretudo o L, o alternativo que estuda agronomia ahahah. Depois logo se vê quem fica com quem e quem herda o casarão.. :p Para além disto, temos o meu desenho ("muito mau Raquel, ainda bem que foste para humanidades", by Teresa) do Simba - que era suposto ser um gato! -, e que originou a maravilhosa frase à telefone estragado: "vais tirar a barba a judas?", quando eu apenas disse que ia apagar-lhe a juba! E depois lembrámo-nos, eu e a Teresa, daqueles paus com uma forma estranha com os quais normalmente aqueles homenzinhos andam a procurar água no subsolo. Já não me lembro porque nos lembrámos disso, mas coisa boa não foi de certeza.
Adorei, absolutamente, o blind date telefónico que a Rita teve com o Thiago, daquelas coisas a que só se assiste numa vida :p eu a querer falar com ela, e ele a pegar no telemóvel para falar com uma desconhecida! A verdade é que tiveram uma longa conversa, ela achou-o fofinho ("não o conhece..!", palavras da Marta) e já se amigaram no facebook, foi uma coisa tão bonita. Depois disso, só mesmo aquela senhora que largou o carrinho de bébé no 738 e deixou o miúdo abandonado aos solavancos do autocarro, foi uma sorte aquilo não ter virado completamente --' Melhor que tudo isto, só mesmo as aulas de semiótica (tinham de vir...), nas quais eu vou apanhando uma frase a cada três que não percebo. Aquilo é uma grande incógnita, é uma mancha no meu subconsciente. Adorei quando ele disse que íamos falar de um livrinho que ele tinha escrito, "sobre as formigas, os burros e um cão, Jade". Que lindeza!
Bom bom é ir ao Santini, tenho de voltar para provar mais sabores :p O morango e a baunilha satisfizeram-me bastante, mas a companhia ajudou. Mas os meus ouvidos ficaram um bocado a queimar com o brasileirês que se ouviu, de um lado o Thiago, do outro o Maxwel, que bem tenta imitar mas não consegue ter sotaque nenhum! O Thiago é um atiradiço, passa a vida a fazer-se às moças ahah e o Max até disse o número de telemóvel em voz alta para as moças do santini apanharem. O Francisco conhece a Ana Maltez, a grande deusaaaaaaa, ficámos de boca aberta, queríamos tocar-lhe!!! O melhor da tarde foi mesmo o despique espontâneo com caloiros e veteranos de medicina chinesa, no meio do Rossio, quando o Max começou a gritar "NÓÓÓÓÓÓS...". Perdemos à grande e à francesa ahah, eles eram uns cinquenta, nós éramos menos que dez, mas mesmo assim fizemos ouvir os hinos de CC e defendemos a nossa honra, houve ali coragem :p
Lembrei-me de quando falei, divulgando, do postcrossing, e me deram a conhecer a possibilidade de receber algo mais em casa, tipo bombas. Será o bombcrossing, como lhe chamámos. Parece-me interessante! E as meninas da tuna agora trouxeram novos nomes de praxe, todos fófis: irmã Lúcia, Nossa Senhora e Madre Teresa. E a Rólim diz: "Se o meu filho nasce no Natal, eu estou grávida de sete meses!"; e a Teresa diz: "Eu não sei o que é que tu andaste a fazer com deus, mas....", e descobriu que deus pode ser um ET - à partida porque, sendo omnipresente e tendo o power todo, será extra-terrestre! Conversas lindas para se ter na tenda, a ler o Metro.
Houve quem voltasse ao -4 e furtasse o dito local, trazendo para casa alguns dos slides do Beto, que afinal não é o beto mas sim um tipo muito muito muito parecido com ele. E houve quem tentasse ir ao telhado / terraço da fcsh, o sítio proibido, aquele onde supostamente está o altar à Ana Maltez e no qual poderíamos sentir o power todo (mais uma vez) do momento em que ela foi investida por deus (mais uma vez) de nos ajudar para todo o sempre. Foi uma expedição falhada pá, bem subimos ao oitavo piso  tudo, mas não deu, fica para a próxima semana :P
Quando não há novas aventuras e expedições marcadas, ou quando estas falham, o que é que acontece na fcsh e aos seus grandes caloiros? Esplana-se. Está-se. Fica-se. Conversa-se. Tira-se fotografias. Descansa-se. Resumindo, outra vez, esplana-se e ponto final. E fala-se daquele tipo novo que não suportamos, aquele que faz uma piada sobre pregos (ferramenta) e bifanas e manda bitaites em tudo o que é aula. "Raquel, vem depressa que eu já não posso ouvir o rapazito falar", by Inês. E fala-se também de idas ao jardim zoológico (lembrei-me do zÔólógico do M, aquele sotaque, ai *-*....) e ao Oceanário, das focas - peço desculpa, leões marinhos! - Eusébio e Amália, de transportes: "Para quê alugar um autocarro, porque é que não vamos de metro?", para o Badoca Park, aaaaaaaaah. Acho que não. Melhor que isto (hoje estou muito repetitiva!), só mesmo aquelas poses do Chico, aquela emoção toda a falar de cinema na esplanada. Grande esplanada - a essa sim, deveria ser erguido um altar.
É uma boa vida, esta. Há sempre planos para ocupar as nossas manhãs e tardes, nem que seja simplesmente comunicar - e é para isso que aqui estamos, também! Pessoas de CC, vocês são assim... o máximo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

underground

O -4 é aquele sítio da éfecêésseagá onde há vida, não necessariamente humana, segundo o manual do caloiro elaborado pelos caríssimos veteranos. Juntamente com o telhado da gloriosa Ana Maltez (ao qual é mais difícil aceder, mas ainda havemos de conseguir!), é um dos mitos da faculdade e um local que todos, curiosos e corajosos, desejamos (ou não) visitar. Ou seja, um local para visitar pelo menos uma vez na vida, imprescindivelmente, tipo Meca - não podemos passar pela fcsh e não ter a nossa própria aventura no -4. A nossa, de caloiros corajosos (e mesmo assim num grupinho de 7) e receosos, ao mesmo de tempo, de saber o que lá iriam encontrar.
A escadaria íngreme que passa pelos pisos inferiores da torre b é por si só um mistério, o início das trevas, se assim o quisermos - começamos a sentir uma brisa e a ouvir tipo uma daquelas músicas à Hitchkok na cabeça. Uma cadeira sem rabo (isto soa tão bem) recebe-nos à entrada do famoso -4, abrindo a porta azul para o que nos parece, a uma primeira vista, mais uma das garagens da faculdade. Mas não é uma garagem qualquer! Não queria adiantar muitos pormenores, "se querem saber o que lá está, vejam com os vossos próprios olhos", é o que nos dizem e o que devemos continuar a dizer para que gerações e gerações de fcshianos visitem o mito e o sintam na pele. Mas vá, algumas pistas: há lá muita coisa estranha, desde máquinas de cortar fiambre a tractores, desde slides do Beto (ou de alguém muito semelhante!) a cadeiras e mesas inutilizadas, computadores, chapéus de chuva funcionais, máquinas de café e troncos de árvore. É do estilo "don't ask", muito estranho, muito bizarro mesmo. É como se anos e anos de vida da fcsh estivessem concentrados naquele piso, recheado de lixo e de uma camada de estranheza muito mas muito grande. E entre observar e fotografar todas estas pérolas, eis que surge a vida humana, ou não, embora a Renata diga que a senhora é do Alentejo. Alguém abre (numa cena muito cinematográfica também!) outra das portas azuis daquele labirinto de pó e história, olhando para o grupinho de sete, lançando um olhar fulminante e começando a caminhar na nossa direcção. É caso para dizer, "põe-te a milhas", e foi o que fizemos, a rir à gargalhada com a situação toda. Subir os pisos e regressar à civilização, ver a luz do sol e as pessoas que já nos habituámos (para além da senhora perseguidora, que chegou lá acima de elevador, primeiro que nós!), foi absolutamente reconfortante, um verdadeiro alívio.
E assim foi a nossa expedição ao -4, a nossa grande aventura aos escombros da fcshhhhh - achei que merecia ser contada! -, um local a não perder, já nos cinemas, em exibição na avenida de berna, todos os dias, a todas as horas, durante o ano inteiro.

domingo, 10 de outubro de 2010

like

Sabe bem, sabes? Este ser e não ser, este impasse que na verdade já não o é, esta coisa indefinida entre nós, que não é nada mas é tudo em simultâneo. Sabe bem estarmos assim, exactamente como devemos estar, como de outra forma não poderíamos estar. Agora compreendo isso, finalmente. Não quero menos - nunca o quis -, e não quero mais - como já quis, ambiciosa e sonhadora -, quero apenas o que temos, aquele nada que é tudo, aquele mito que hoje está tornado uma realidade consumada. Gosto disto, gosto de como as coisas estão. Nada é perfeito, claro, e algumas arestas poderiam ser limadas, pendendo para o lado do 'querer (um pouco) mais'. Mas ainda assim... isto é bom, não peço nada mais neste momento, talvez receando perder o que se conseguiu até à data, e por isso deixemos as coisas tal como estão. Repito-me, mas volto a dizer, gosto disto tudo. Agrada-me ver uma evolução, sobretudo nesta cabeça por si só já bastante afectável por coisas idiotas, e perceber que realmente exigi demasiado, quando me podia ter contentado com o que tinha e que, agora entendo, era muito bom já no passado. Agora é ainda melhor, possivelmente. Pode ser só impressão, mas o contacto parece mais reforçado, e isso contribui para o meu agrado. E permite-me compreender que estamos exactamente onde queria que estivéssemos. Talvez, se um dia voltar a querer mais e esse 'querer' for mútuo (ou não), a coisa descambará, ou não. Mas o tempo o dirá, por enquanto isto merece um like facebookiano do tamanho do mundo.

imagine

Se há história que me perturba e intriga verdadeiramente, é a da morte do John Lennon - aproveitando a efeméride do aniversário dele, ontem. Uma pessoa que é fã de outra, como é possível invejá-la, odiá-la, ao ponto de pegar numa arma e, num impulso, matá-la a sangue frio? ... É frustrante, é ridículo, é uma coisa absolutamente surreal, mas aconteceu, e graças a essa pessoa o mundo perdeu um dos seus heróis. Nunca fui grande fã dos Beatles, embora goste muito de algumas músicas, nem do Lennon a solo, mas é facto que foi um grande homem e que tem algumas das melhores músicas de sempre. A Imagine (música da praxe, que toda a gente partilha) é uma delas, e deixo aqui como forma de homenagem. Pensemos nesta situação toda e reflictamos, sei lá, pode ser que dê em alguma coisa. Ou então limitemo-nos a ouvir a canção e a sorrir com a sua mensagem.

days and days

Aqui vai mais um 'post à Raquel', como diz a Rita.
Têm sido dias de pouca esplanada, graças a este maravilhoso tempo que tem assombrado a nossa semana. E têm sido dias de pouca leitura também, de muito pouca paciência para se dedicar a estudos. Ainda assim, o Saramago tem ganho às fotocópicas de sistémica (porque será) e até ganhou um pouco ao facebook, o que não deixa de ser surpreendente. Esta morte fascina-me tanto. Por outro lado, a casa nova traz novas diversões também: fazer sessões fotográficas a gatos, ver os quatro canais da televisão, escrever notícias para o querido Espalha-Factos (que bateu um novo record de visitantes, demos-lhe - e nos - os parabéns! :D), beber B! Groselha (que é ainda melhor misturado com coca-cola *-*) e andar de metro e autocarro, coisas giras às quais não estava habituada, porque Sintra não tem nada disso (cidade rulezzz).
Um novo bem-haja à caacc por se ter esforçado na organização de uma segunda praxe - com canções jogos muito parvos mas divertidos (muffin man! :P) - e de um jantar do caloiro que podia ter sido melhor, não fossem alguns contratempos, mas que ainda assim deu para conviver um bocadinho extra-fcsh, e para fazer batalhas entre sangria, coca-cola e cerveja :p E continua a ser um grande orgulho fazer parte de tudo isto : ) Aquela cadeira dos sinais e dos signos (seja isso o que for) é que continua a ser uma chatice, basta dizer que houve pessoal a sair a meio das aulas, mas pronto, tudo se sobrevive em nome do resto. E o resto é bastante bom, bem como as pespectivas de futuro.
A postalada continua a ser enviada e recebida, provavelmente, mas ainda estão os outros senhores (os da máfia, que compraram a casa lol) a recebê-los, por isso coise, estou um bocado de mãos atadas. A Rosinha é que tem umas histórias muito engraçadas para contar sobre o postcrossing! ahah, e as conversas com ela são sempre muito lindas, sobre atingir notas muito altas no coro (btw, um dia talvez vá ver um ensaio da tuna :P), gente com médias de 18 (bons tempos xD), psicologias, gente que vê a TVI, abions que passam por cima aqui da nova casa e os meus vizinhos, que são todos personagens engraçadas, entre muitas outras coisas.
Ou seja, têm sido uns dias muito engraçados. Ter um fim-de-semana a começar à sexta, é o que dá, acaba por se ter muito tempo e por o aproveitar muito pouco, mas é a vida. E não é nada má.