segunda-feira, 16 de agosto de 2010

surprise, or maybe not

Não percebo estas coisas. Voltamos sempre ao mesmo, ao que não depende de nós mas nos condiciona quando menos esperamos ou queremos ou precisamos. As coisas ou acontecem quando não estamos mesmo nada à espera, quando a nossa vida está de tal forma parada e estabilizada, que nada parece acontecer para nos retirar da zona de conforto - e de repente acontece; ou acontecem quando estamos à espera de algo e esse algo acaba por não se concretizar, quando temos uma expectativa e esta passa logo ao piso da desilusão, do fracasso, do adiamento e do nada. Tudo se resume a isto: surpresas e desilusões. Às vezes esperamos e esperamos e esperamos por algo que nunca vem, que parece tão distante e fora de alcance, mas que no entanto nos faz continuar e continuar e continuar a lutar até não termos mais forças, porque vale a pena, porque precisamos mesmo mesmo mesmo daquilo e não queremos viver sem o ter nas mãos. E é quando menos esperamos, quando parecemos não nos importar com essa luta inútil e infrutífera, que algo acontece e nos reacende a chama da esperança, que nos dá um novo alento e parece sussurrar "aqui me tens, surpresa". Por outro lado, a desilusão traz um sentimento de frustração, das tais esperanças furadas e expectativas furtadas. Porquê? As coisas não podiam resultar como estava planeado, como tínhamos combinado... não podíamos seguir a linha do destino e cumprir o plano? Parece que não. Mais uma vez, coisas da vida. Nem tudo é o que parece e nem tudo acontece como prevemos. E isso pode ser bom, ou mau, ou assim assim, como tudo neste mundo. É!

1 comentário:

Patrícia disse...

Era óptimo se as coisas corressem sempre como planeamos, como queremos... Infelizmente, não é assim.

Gostei do teu blog :) Ah e boa sorte para o teu futuro como jornalista. Esta é uma profissão que também a mim me diz muito.