domingo, 15 de agosto de 2010

in the end

Quinze dias é muito tempo, volto a dizê-lo. Muito tempo longe do Como Conheci a Tua Mãe (adorei, Raqueló!), da cama grande e fofinha, dos gatos, do pópó, do sofá, do silêncio, do vento sintrense :p Tinha saudades. Bastantes, até. Quando lá estava, passava a vida a dizer 'I want to go home', quando vamos regressar?, quero ir embora daqui (para longe de todos os 'hans' chatos como o  raio). Agora que cá estou, a alegria de receber postais e cartas, mimos e coisas importantes, de voltar à rotina normal... é bastante clara. No entanto, há um pouco de mim que lá ficou, pelos algarves, pela longa praia, pelo apartamento alugado no qual dormi sempre muito mal e nunca consegui estar sem morrer de calor (coisas de verão). Ficou lá uma nova rotina, novos hábitos que me fizeram, até, passado algum tempo, gostar de lá estar, de ver o que os meus olhos viram, o que o meu nariz cheirou, o que as minhas mãos sentiram, durante aquelas duas longas - mas curtas - semanas. No fim quase pareceram, mesmo, curtas. É sempre no fim, quando nos estamos para ir embora e quando esperamos ter vontade para o fazer, que certas coisas acontecem e nos acabam por prender psicologicamente a um determinado local e a uma determinada situação. Enfim, c'est la vie (e isto significa mais do que parece). Porque não acontecem no início, quando temos tempo e oportunidade para prolongar esses momentos e desenvolver o que, no final, tem de ser deixado em suspenso? Ainda assim, é bom estar de volta :)

1 comentário:

Rosa Branca disse...

O Deus Grego dizia "C'est la vie"?
O Como Conheci a Tua Mãe é muito bom!:P andas em q temporada?:P