sábado, 17 de julho de 2010

shine a light

Agora sim, o post sobre os Keane. Tenho a dizer que adorei o concerto e a forma como o Tom Chaplin, aquele homem que muitos dizem ter cara de bébé (e tem, é rechonchudo, por isso mesmo é fofinho...) mas que, com o cabelo cortado, parece mais homem e igualmente fofo, cativou o público e nos fez cantar durante uma hora e vinte minutos. Acho que só quando o vi em palco, mais os restantes membros da banda, é que percebi o quanto ansiava por ver um concerto dos Keane, o quanto desejava, há anos e anos, vê-los ao vivo e cantar, ao lado de milhares de pessoas, as músicas que têm acompanhado a minha vida e a minha experiência musical. Conheci todas, cantei todas, fiquei sem voz, progressivamente, ao berrar em todas elas. Mostrei a luz do telemóvel, tirei fotografias, vi o Tom a olhar para mim (sim, ele olhou, estava na segunda fila... LOL), vibrei com as músicas mais mexidas, emocionei-me a ouvir e a cantar a Bedshaped, saltei que nem uma doida e o bracinho (esquerdo ou direito, à vez, porque o espaço não era muito) não parou quieto um minuto. Cantaram grandes clássicos do Hopes and Fears, como as grandiosas Somewhere Only We Know, Everybody's Changing, Bend and Break e This is The Last Time, algumas das melhores músicas do seu reportório. Mostraram-nos como se dança e entretém o público com Is It Any Wonder?, Nothing in My Way, Crsytal Ball, Perfect Symmetry, Again and Again e Spiralling. Tocaram corações com A Bad Dream e You Haven't Told Me Anything. Deram a conhecer as novas Stop For a Minute (no vídeo em baixo, o melhor que consegui encontrar do espectáculo) e a lindíssima My Shadow *-*. Cantaram e encantaram, e o público cantou com eles e pediu mais, muito mais. "The wonderful country that is Portugal", e a maravilhosa banda que são os Keane. Adorava vê-los num Pavilhão Atlântico, onde haveria mais espaço para os clássicos Keanianos (ahah) e onde o Tom poderia estragar bases de microfones à vontade, deitar-se no chão as vezes que quisesse e empoleirar-se naquele bloco de cimento (ou lá o que era!) sempre que lhe apetecesse visualizar o público de um ângulo mais alto. E poderia ainda ver melhor a minha cara ahah. E penso que as luzes não foram suficientes para dar ainda mais magia ao espectáculo, o que foi pena. Ele puxou pelo público, o público respondeu e surpeeendeu, como sempre o faz. E puxou ainda por um encore que não chegou mas que poderia muito bem ter sido uma Can't Stop Now ou uma Your Eyes Open, outras músicas lindérrimas. No entanto, tudo isto não foi preciso, porque o que tivemos naqueles escassos minutos foi mais do que suficiente. Foi mágico, foi imensamente bonito, foi simples e magnífico em simultâneo. Foi emocionante, breath-taking. O Tom a dizer "now, take a deep breath and sing with us", e eu a esganiçar-me toda e a sentir a voz a desaparecer, mas sem desistir de berrar tudo o que havia para berrar e de cantar as músicas que todos conhecemos, porque a vontade e a emoção superam todo. Não havia dores de pernas nem gente alta nem rapazes parvos que pudessem estragar aquele momento. Sem tirar nem pôr, os Keane ofereceram-nos, e a mim e particular, um concerto inesquecível, verdadeiramente marcante. Não me quero estar a repetir, mas finalmente percebi que os Keane são "aquela banda", que queria mesmo ver. É, por isso, um sonho concretizado. Fábio, obrigada por me dares a oportunidade de os ver, quando pensava que já não era este ano : )


Stop for a Minute



Bend and Break



Final de Bend and Break e Everybody's Changing



Últimos 20 minutos do concerto

2 comentários:

Miguel Mendes disse...

Quem me dera ter ido :( *.*

Pedro Reis Sá disse...

Não gosto... ADORO...
Este ano não fui... mas já estve perto. muito perto deles na perfeição da música sentida!