terça-feira, 6 de julho de 2010

free to fly

Um dia alguém disse que abrir a porta e deixar alguém entrar na sua casa é como deixar essa mesma pessoa / coisa entrar na sua vida.
Caíste-me pela chaminé abaixo, qual Pai Natal que vem entregar os presentes. Fizeste barulho, alarmaste o gato. Começaste a bater no vidro da lareira, a querer sair. À procura de liberdade. Estavas preso num lugar em que não pertencias. Um lugar estranho, frio, assustador, que de dava arrepios a toda a hora. Querias voltar a subir pela chaminé, mas não conseguias. O caminho era demasiado difícil de percorrer, as tuas asas de criança não to permitiam. Choravas em silêncio por o que te estava a acontecer, por ansiares pela liberdade que tiveras, outrora, e que agora parecias não conseguir recuperar.
Por tudo isto, quando te abri a porta da lareira, não hesitaste em fugir dali para fora. Voaste-me pela sala como uma alma perdida, querendo encontrar a porta aberta para a rua, que te devolveria a liberdade perdida. Encontraste-a algum tempo depois e fugiste para sempre. E tornaste-te apenas um pardal, que anda por aí a divagar sem sentido. Ou talvez não.
Que isto sirva de metáfora para muitas coisas.

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