segunda-feira, 12 de julho de 2010

business of the soul.

Agora fala-se daqueles momentos bonitos em que os homens largam todos os dogmas e pressões sociais e se entregam à espontaneidade do momento, à emoção da situação, beijando as namoradas de forma inesperada e digna de uma qualquer adaptação cinematográfica. Ele ignorou o directo da emissão e o facto de ela estar a trabalhar, emocionando-se com a vitória profissional e pessoal que acabara de conquistar. Ela tentou confortar a sua emoção e manter o profissionalismo, mas era um momento demasiado pessoal, que ele tinha de partilhar com ela. E por isso mesmo não resistiu a beijá-la ali mesmo, com toda a gente a ver, independentemente das reacções que a acção poderia desencadear, feliz por o estar a fazer, sem constrangimentos. Outro ele correu metros e metros para chegar à paragem antes do autocarro em que ela ia lá chegar. Esfalfou-se todo, ignorando os olhares dos transeuntes e as dores no corpo, e conseguiu entrar no autocarro a tempo e horas. Ela não o esperava, ficou surpreendida ao vê-lo pagar o bilhete e aproximar-se. E beijá-la, ali no meio de todos os presentes, ele suado da corrida, ela algo desgostosa do beijo anterior, na paragem de autocarro, ambos felizes por estarem a resolver as coisas e a selar o momento com aquele gesto. São estes momentos, espontâneos, românticos e bonitos, no geral, que acabam por nos colocar um sorriso nos lábios sempre que os recordamos. Porque parecem autênticas cenas que só se vêem nos filmes. Não parecem reais. Parecem demasiado bonitas, perfeitas, emotivas, para fazerem parte deste mundo. Mas fazem, e é isso que as torna ainda mais únicas. Como dizia alguém... agora é o mundo inteiro a desejar um momento assim : )

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