quinta-feira, 10 de junho de 2010

dreams and nightmares

Já fizeste os exames e ultrapassaste sem grande expectativa a fase de espera pelos resultados. Correram-te bem, achas, por isso estás relativamente confiante. Nem te lembras do que viste nos critérios do gave, se é que viste.. essa parte está um bocado esfumada na tua mente. De qualquer forma, chegou o dia. É hoje que sabes os resultados. Chegas lá e sentes o nervosismo habitual, talvez com um peso maior por causa da faculdade. Mas manténs-te confiante... até chegares à pauta e veres os resultados. Nem percebes bem, à primeira, se viste os valores certos. Aliás, esperas sinceramente que não. Mas a verdade é que viste. Um redondo 5 a História e um igualmente mísero 11,5 a Português. Lá se vai a tua média, por água abaixo. Lá se vai a FCSH e o teu sonho de seres caloira de CC naquela faculdade. Lá se vai a tua vida, como que por um cano abaixo. E como canos rotos brotam também os teus olhos as mais malogradas lágrimas de sempre. De frustração, de revolta, de incompreensão, de verdadeira tristeza. De perda. Sentes-te inconformada.. como é possível teres aqueles resultados, depois de tudo o que estudaste e de todo o esforço que empregaste neste teu sonho do momento, nesta tua necessidade e desejo para 2010? Choras como se não houvesse amanhã. Pensas ligar para aquelas pessoas, as que tinham para ti expectativas e ficaram igualmente desiludidas com os teus resultados. Mas a vergonha cobre-te o rosto e preferes deixar esse momento para mais tarde. Agora, nada mais te ocorre do que chorar. No entanto, ao contrário do que deviam, as lágrimas não te trazem a purificação desejada. Bolas.. terão sido os critérios? Como foi isto acontecer? O desespero toma conta de ti.

E como se tudo isto fosse real, sonhas e sentes e vives e desesperas, tomando aquele dia como presente. Mas acordas para a vida e ergues os dois braços, destapando-os do lençol e aproveitando para os espreguiçar. "Graças a deus", deixas sair entre os lábios. O coração bate a cem à hora, mas lentamente volta ao ritmo normal. Tudo não passou de um pesadelo, Raquel. Descansa, dorme.
E este é o resultado de um estudo que me toma dias inteiros e, pelos vistos, me anda a fazer mal à cabeça!

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