segunda-feira, 26 de abril de 2010

viva a liberdade :)

Gedeão disse, uma vez
e as palavras duraram para a eternidade:


'Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer


Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos


Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas aves que gritam
Em bebedeiras de azul


Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Em perpétuo movimento


Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral,
Pináculo de catedral,
Contraponto, sinfonia,
Máscara grega, magia,
Que é retorta de alquimista


Mapa do mundo distante
Rosa dos ventos, infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da boa-esperança


Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Columbina e arlequim


Passarola voadora
Pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Alto-forno, geradora


Cisão do átomo, radar
Ultra-som, televisão
Desembarque em foguetão
Na superfície lunar


Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança'


25 de Abril sempre ;)
E como disse uma grande amiga aqui na blogosfera:
felizmente, felizmente há luar!

1 comentário:

Rosa Branca disse...

Esse poemaaaaaaa!!**

Pois é...Felizmente ainda vai havendo Luar...É o que se quer!:D:D