segunda-feira, 29 de março de 2010

perfect heart

Posts giros no intervalo do perfééééééto coraçããããããããão x)
a novela que obrigou (ou vai obrigar, ou talvez não)
o yannick a engravidar a lucy.
Isto porque não há almofadas nem nada.
E porque não é a personagem dela a engravidar
por causa da gravidez na vida real.

Chamadas telefónicas para o além... porque a mulher diz
que desliga, logo é uma chamada.
Para os mortos.
E o telemóvel da Rosa precisa de comida,
está com fome.
(comparações giras à Rosa)
A verdade é que o estômago rebentou mesmo
e o telemóvel pifou.

Ah, e o interior é alvo de uma
discriminação positiva,
porque recebe mais rapidamente as emissões televisivas
do que as powerboxes da zon.
E ouvir o som da novela através do telemóvel,
na chamada com a Rosa, é algo de extraordinário.

Para além de tudo isto
(no além, quem sabe...),
aquilo não foi um passo, foram saltos!
isto no que diz respeito à evolução da relação
daquelas duas personagens do PC
(pc??? ahah).
Foram saltos.

E snifar botox, hein?
Bem bonito.
Injectar aquela coisa nos lábios diariamente,
yaaaay.

E depois de tanta conversa Farmvilliana,
só me fica na cabeça a palavra telha.
Não é tâlha,
é têlha.

Conversas tão fofas!

mudar o mundo depois das três da manhã?

Pulseiras feitas de cortinados
(ou cortinados feitos de pulseiras?).
O cabelo da Inês parece um arbusto
e ela morreu de frio à porta do bar.
O Tiago manteve a sua crista intacta,
o Manuel não fez figuras com a sua gravata da Claire's.
Foi uma boa noite, uma boa tarde, um bom domingo de férias.
O Prometido é devido foi um momento lindo.
E a leitura do poema pelo Tiago e pela Inês também :)
O Luís e o Pedro afirmaram-se grandes cantores!
A Dona Helena é uma maluca, e uma querida!
A Inês protagonizou o momento inédito da noite:
carregar um telemóvel na ficha do bar.
Para além de trincar e comer gelo, que é hilariante.
A voz maléfica do Tiago (e do Manuel também)
resulta com todo o tipo de expressões.
E o EU AMO VOCÊ continua a ter o seu impacto...
sobretudo quando se faz a pessoas que não gostamos!
Eu não quis que o Tiago cantasse e ele ofendeu-se.
Ele nem devia estar no bar, tem dezasseis anos LOL.
O Manuel mandou indirectas sobre o pijama que emprestei à Inês.
O Pedro cantou e cantou as músicas do bar.
A Isabel voltou a endoidecer na night lisboeta,
e muitos de nós apareceram, de novo, no Só Visto!
É só fama. O Ricardo que envie aqueles vídeos :p
Boas noites pela noite dentro
(e agora, tertúlia na sala!).
É sempre bom ter-vos cá, pá.

Na primeira foto: Tiago, D. Helena, Manuel, Pedro e eu - a Inês estava atrás da câmara :)
Na segunda: o pessoal todo :)


sábado, 27 de março de 2010

heaven or hell?

Rita: Vou ser transportada para o além.
Raquel: Vais ser transportada para o além.. através da televisão?
Rita: Com um programa da Júlia Pinheiro onde uma bruxa fala com mortos... já acredito em tudo!
Raquel: Então quando lá estiveres podes enviar-me um convite tipo Facebook?
Rita: Sim, vou alugar uma suite e guardo lá um quarto para ti.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pedaços de uma vida

   “Rita, preciso de falar contigo”.
   A frase inscreve-se num pequeno pedaço de papel, amachucado e rasgado nas pontas, parte do que antes fora umam folha de um caderno de linhas. Escritas a cor-de-rosa e letra de criança, as palavras ecoam na mente de Rita, a rapariga de dez anos que recebeu o papel, dobrado em seis, da colega do banco de trás. Reconhece desde logo a letra e a caneta de Luísa, a sua melhor amiga de sempre, sorrindo ao ler o que esta lhe transmitiu. Pega na caneta, abre bem o papel em cima do livro de Português e escreve uma resposta para a amiga.
   O professor fala continuamente com o quadro de giz e escreve nele uma série de frases para os alunos completarem de seguida. Rita observa-o de costas e, verificando o perímetro de segurança, volta-se rápida e eficazmente para trás, pedindo à colega para devolver o papel a Luísa, qual pombo-correio da sala de aula. Luísa recebe, pouco tempo depois, o papel ainda mais amachucado, regressado da curta visita a Rita: “Diz, o que se passa?”.
   A rapariga suspira e decide então escrever o que lhe vai na alma. É o João, aquele rapaz que lhe dá voltas e voltas à cabeça mas que, apesar de se darem bem, nunca chegou à frente para lhe mostrar que gosta dela. Se é que gosta… Luísa apenas tem certeza dos seus sentimentos em relação a ele. Por isso precisa da ajuda da melhor amiga. Pode ela tomar a iniciativa e dizer a João que gosta dele? É essa a pergunta que faz a Rita na parte de trás do pedaço de papel já utilizado, já que a parte da frente se encheu de letras logo à primeira conversação.
   Quando Rita recebe o papel, o professor vira-se para a frente da turma e as raparigas sentem o coração a palpitar. Temem ser apanhadas a trocar papelinhos durante a aula e serem castigadas por isso, mas suspiram de alívio pouco depois, quando o professor se volta para o quadro e finge não ter dado conta da agitação dos alunos. Rita lê então a mensagem da amiga e volta a sorrir. Observando a falta de espaço no pequeno papel, para lhe responder, rasga cuidadosamente um pedaço um pouco maior do seu caderno e escreve a mensagem pretendida: “Não perdes nada, Luisinha :)”. Dobrado e bem escondido, o papelinho viaja de novo para a rapariga.
   No entanto, a viagem encontra alguns obstáculos. É Nuno, o rapaz irrequieto e mal-educado que arranca o papel das mãos da rapariga pombo-correio, obrigando Rita a gritar para lhe ser devolvido; e é o professor, que houve o gritinho de Rita e se volta para ver o que se passa. As crianças param as suas actividades ilícitas na sala de aula e fingem estar atentas ao que se passa na mesma, fazendo com que o professor volte ao que estava a fazer. Mas Nuno não larga o papel e Rita acaba por desistir, rasgando um novo pedaço de folha e enviando, finalmente, a mensagem à amiga.
   O medo instala-se em Luísa, ao pensar que Nuno pode ter lido alguma referência a João no papel enviado por Rita; mas esta esclarece-lhe que não escrevera nada que pudesse denunciar a situação. Ao ler a resposta da amiga, Luísa sente uma certa esperança a pairar no ar e lança-lhe um sorrisinho de acordo.
   - No intervalo, Rita. – sussurra por entre as carteiras da frente. Rita volta-se para trás e aquiesce, sorrindo também.
   Nuno desdobra, entretanto, o papelinho que conseguira roubar às raparigas, lendo o seu conteúdo e não compreendendo do que se trata. Mostra-o a João, o seu maior amigo e colega de carteira, a paixão de Luísa e, ele próprio, um grande apaixonado pela rapariga em causa. Mesmo sem o saber, João pressente que aquele papel pode ter a ver com ele. O olhar que lança, de seguida, a Luísa, respondido com um sorriso corado e um balão de pastilha elástica, confirma ligeiramente essa hipótese. João rasga então um pedaço de papel do caderno de Nuno e escreve uma mensagem para Luísa, que Nuno se encarrega de transportar até à carteira dela.
   Luísa sente-se corar quando recebe o papel das mãos de Nuno e um olhar fulminante por parte de João. O que dirá a mensagem?, interroga-se Rita da sua mesa, olhando para trás de modo a ver a reacção da melhor amiga. O professor termina os escritos no quadro, nesse preciso instante, lançando um olhar geral pela sala de aula e contemplando os rostos apreensivos dos alunos. Hoje é um dia de papeizinhos e mensagens, pensa para si. Põe-nos então a trabalhar, exigindo que façam os exercícios do quadro. Nuno suspira de tédio, Rita tenta manter o pescoço virado para trás, Luísa e João sentem-se avermelhar na expectativa de a primeira abrir o papel.
   “Queres namorar comigo?”. Por baixo, dois quadradinhos, um “SIM” e um “NÃO” junto a cada um deles. Luísa mergulha num estado de profunda surpresa e euforia, dando um gritinho histérico que faz João ter ainda mais confiança na sua acção. Rita quer saber o que se passa, por isso Luísa apressa-se a rasgar mais um pedaço de papel e a escrever: “O João pediu-me em namoro!!!!!!!!”. Depois de o enviar através da rapariga da frente, pega no papel de João, sentindo o cheiro deste ao passar as mãos pelo bocado de folha. Com a caneta cor-de-rosa, desenha uma cruzinha no “SIM” e entrega o papel a Nuno, esboçando o maior sorriso do mundo.
   Ninguém faz os exercícios propostos pelo altivo professor que, no fundo, tem um coração de manteiga e os deixa trocar mensagens durante a aula. As férias aproximam-se e não vale a pena puxar pelas crianças, sabe perfeitamente que elas não se concentram em épocas destas. Ainda assim, a rapariga pombo-correio e o próprio Nuno empenham-se no trabalho proposto, após cada um à sua maneira transportar um papel para os amigos. Mas nem Luísa nem João se apercebem desse facto, tão embebidos que estão na troca de papéis.
   João recebe a resposta afirmativa de Luísa e, levando a mão aos lábios, simula o envio de um beijo para a sua carteira. A rapariga sente um arrepio pela espinha acima. O seu maior desejo realizara-se! Nem queria acreditar que João também gostava dela e que assim, de um momento para o outro, a relação entre ambos estava selada, com um beijo silencioso e virtual. Rita também abana a cabeça de espanto e felicidade pela amiga, olhando de relance para Nuno, por quem sempre sentiu uma paixão secreta e nunca teve coragem de expressar, nem sequer à amiga. Mas agora está feliz por ela, é o que importa. E escreve-lhe exactamente isso no papel que envia para trás.
   Nuno, por seu lado, interrompe o que está a fazer para olhar para Rita, que o fixa há alguns minutos mas retira o olhar mal vê que ele a fixa também. No entanto, a rapariga pombo-correio, de seu nome Inês, deixa igualmente de trabalhar e escreve um pequeno papel a caneta azul clara, entregando-o a Nuno e corando ao fazê-lo. O rapaz abre cuidadosamente o papel e lê o que tem escrito: “Também queres namorar comigo?”. Rita vai-se apercebendo de tudo isto e volta-se para a frente quando vê o caso malparado, deixando espaço livre para a paixão crescer no olhar das outras duas crianças.
   Confuso, Nuno pensa responder “NÃO”, mas ao olhar para Inês compreende que sente alguma coisa por ela. É bonita, simpática e, tal como ele, está cansada de ver todos os outros casais da turma com um final feliz. Porque não?, pergunta-se. Acaba por escrever, com a sua caneta igualmente azul, um “SIM” desajeitado mas sincero no outro lado do papel.
   Resta Rita. Todos estão felizes… João e Luísa com o seu romance lamechas, a tímida Inês e Nuno com a sua paixão instantânea e fabricada. Menos ela, a sensível e simpática Rita, que ficara sozinha e sem a paixão da sua vida. É então que Inês lhe entrega um papel vindo do fundo da sala, nem esta sabe bem de quem. Luísa faz uma expressão curiosa, Rita surpreende-se com o papel que tem nas mãos. De quem será? A rapariga desdobra-o com cuidado e lê-o: “Ritinha, o David gosta de ti”. Rita olha de imediato para David, que se sente a corar. Terá sido descoberta a sua paixão secreta por Rita?
   Junto ao quadro, o professor dá um sorrisinho malandro. No seu tempo era assim que as coisas se processavam. Os papelinhos eram o melhor meio de comunicação entre as crianças nas aulas, fosse qual fosse a mensagem que se queria passar. Naquele dia, particularmente, o professor Nuno sentira na pele a enorme importância dos pequenos pedaços de papel na sua vida. O romance com Inês começara naquela sala de aula, uma paixão algo simples e encenada que acabou por durar poucos anos. Quanto a Rita, o romance com David também foi efémero e demasiado forçado, acabando esta por reencontrar Nuno, anos depois, e deixar a paixão que antes tivera por ele reflorescer. A verdade é que, vinte anos mais tarde, Rita está prestes a tornar-se sua esposa e Nuno não podia sentir-se mais feliz.
   Nuno observa a sua turma, voltando ao presente e aos alunos do quarto ano que tem pela frente e que já foi um dia. Agora usam-se telemóveis, mensagens escritas que não dão nas vistas e podem ser recebidas na hora pela outra pessoa. Ainda assim, Nuno consegue dar conta de alguns papelinhos que andam a circular pela sala e sorri ao lembrar-se dos casais formados naquela aula e que ainda se mantêm, como João e Luísa, os seus ainda melhores amigos. Às vezes apetece-lhe regressar à infância e poder reviver aqueles bons velhos tempos, mas cedo se apercebe de que as coisas não mudaram assim tanto ao longo dos vinte anos. Afinal, ainda se escrevem papelinhos nas salas de aula.

quarta-feira, 24 de março de 2010

when she smiles

Cumpri um dos objectivos para os dezoito anos: registei-me como dadora de medula óssea, hoje, na escola, rodeada de amigas que fizeram o mesmo. A sensação não podia ser melhor: não custa nada ajudar e podemos vir a salvar uma vida! Façam-no, pela Catarina ou por outra pessoa qualquer... não tem qualquer risco. Se tiverem entre 18 e 45 anos, mais de 50 kg e uma vida saudável, dêem um pouco de vós e apoiem esta causa! Ajudem a divulgar também. Aqui fica o site da Catarina, uma menina como muitas outras crianças que precisam de transplantes e de dadores compatíveis para sobreviver. Quantos mais formos melhor :)

Daqui a uns dias, uma crónica no Quioske sobre este assunto.

terça-feira, 23 de março de 2010

spiralling

Chef's hat on top of a hamburger head. Isto dava um rap engraçado, segundo a Raquelita => Olha, se não entrares em nenhum curso, já sabes o que seguir... (empregada do McDonald's ou rapper?? you choose!). Tu deves pensar que eu tenho alguma coisa aqui no meio! A Ana riu-se. O feitiço vira-se contra o feiticeiro, ahah. Não há cá nada, filha, podes dar joelhadas à vontade. Sou homem mas não tanto.

domingo, 21 de março de 2010

right to be wrong

Estou encharcada em halls de mel e limão, com a garganta uma lástima. C'est la vie e as mudanças de temperatura. Ah, e cortei o cabelo, está mais curtinho, mas até gosto. E estudei Psi que foi uma coisa doida... ui. Relações precoces e afins estão no papo (ou não). E estive a ver o meu futuro (ou não) carro, ainda sem nome. É fofo, mas ainda é cedo para dizer, teria de o experimentar.
Revi o Para Sempre, Talvez, que é uma coisa fofa. E não deu Glee afinal, fiquei triste. Mas deu para rever uma parte do Breakfast at Tiffany's, só por isso valeu a pena.
Amanhã é outro dia, com muita coisa da escola para fazer. É a última semana de aulas mas não parece nada. MAS É. Está quase.
Ah, aceitei um novo "trabalho", no Quioske, que aproveito para divulgar. Gostei especialmente da liberdade editorial para escrever o que quiser, todas as semanas, numa crónica :) Vai ser uma boa experiência.


E nada de jeito sai desta boca hoje. Adeus :)

sexta-feira, 19 de março de 2010

shrinking universe

Agora sempre que penso em descrições o que me vem à memória? Gordura. A gordura do texto. E Daniela, que modos de representação temos, então? Ahhhh.. é qualquer coisa gordurosa. Pois!
O homem hoje descoseu-se todo, também :) E ainda bem.


Ando apaixonada pela Last FM, culpa da Rosa, claroooo. Aquela conversa ontem à noite, se pensarmos bem (e antes de ela me ter descrito os buracos em directo), até foi uma coisa decente e digna! Mas aquilo no final fez descambar ahah. Enfim, o coiso da Last é giro. Ando a ouvir Muse a mais, é o que se conclui.


E a ler Memorial a mais - o livro não propriamente, mas coisinhas relacionadas. É tão lindo, l'amour de Blimundá e Baltasari :)

quarta-feira, 17 de março de 2010

butterflies and hurricanes

Num dia MUSE.
(bilhete comprado :D)


Together we're invincible!

inspiring people.

'Eles puderam passar a tarde com umas meninas a ver e mexer em coisas que nunca tinham visto'.

Não, isto não é o que estão a pensar.
Isto tem a ver com a exposição / aula de AP
e com os materiais que levámos para mostrar aos miúdos
(mas porque raio é que isto soa cada vez pior?).
Bússolas, cravos e afins... capisce???

A Su estava inspirada, confesso. E a Joana aproveitou:
'A vossa apresentação devia ter bolinha vermelha'.

terça-feira, 16 de março de 2010

devaneios

Uma imagem apelativa pode vender um produto.
Diz ela - 'Por isso é que ninguém a quer.'

'Isto é a mão de Deus!'

E diz ela de novo
- 'Não sei como descalçar esta bota.'
mas tem ténis calçados... Ah, é outra bota.
(metáforas dão cabo de mim)

Ah, e vou enforcar-te os dedos (?),
cócegas malditas.

domingo, 14 de março de 2010

draws

Aulas de Inglês super interessantes com a minha homónima Raquel :p
Cristiano Ronaldo bébé e tal!

    

me and ___

Saem dois velhotes da sala de cinema.
.."Isto sou eu daqui a cinquenta anos"..
Um sorriso, uma lágrima.

sexta-feira, 12 de março de 2010

teaching.

Um dia vou ensinar História de Portugal a crianças do quarto ano e ser professora por umas horas. Ontem foi o dia :) Fiquei estafada, foram oito vezes a repetir os mesmos factos acerca do 25 de Abril e sempre com miúdos diferentes. Mas cada exposição / aula foi uma descoberta, uma aprendizagem da nossa parte também, e em termos de realização pessoal sinto-me bastante bem.

Não podemos subestimar as crianças. Havia ali pequenos génios! Sobretudo um rapazito que não se calou um minuto a falar do Estado Novo. Tirou-me, à vontade, 5 minutos de aula. Dos 20. Mas também há pequenas pestes, claro. Havia lá um que era impossível, só gozava com os colegas; apetecia-me dar-lhe um tabefe ou pelo menos mandá-lo calar, mas acabei por fingir que ele queria falar e o miúdo acalmou-se. No geral eram todos bastante curiosos e nada tímidos, só via braços no ar quando pedia ou perguntava qualquer coisa. E já sabiam bastante... tive receio de lhes falar da Guerra Colonial, não sabia se fazia parte da matéria, mas um deles acrescentou esse facto à minha informação e tive de falar. E houve uma miúda que, quando perguntei o que era o Salazar e o Estado Novo, respondeu... "autoritário e repressivo". Fiquei wow com o vocabulário!

Apesar de tudo, eles ainda estão um pouco na idade dos "porquês".. querem saber sempre mais. Penso que gostaram do poema e das imagens que levei. Quando lhes contei que a RTP era o único canal de televisão na altura (sendo que eles agora têm 218 - como disse um - ou até 500), o espanto instalou-se através das bocas abertas. E perguntaram-me que programas davam na estação - a Susana salvou-me com um "então, telejornais..". A espingarda que levei também foi alvo da atenção deles. Não houve um único grupo que não me interrogasse se era verdadeira. "Não, é de brincar", respondia. Houve um miúdo espalhol (e ainda outro) que me disse que havia uma pressão de ar verdadeira na escola. Anda uma pessoa a preocupar-se com a segurança e tal...
A propósito da florista que ofereceu um cravo a um soldado, durante a revolução, um rapazito disse-me assim: "Então a florista fez um ganda negócio!". Ri-me imenso. E quando perguntava o que achavam que tinha significado a revolução, diziam: "mais assaltos". Não era bem isso que procurava, mas ok. Num debate com um dos miúdos acerca disso, ainda tentei disfarçar... "oh, mas não preferes viver como vives hoje? Os ladrões são apanhados e presos na mesma, não é?". LOL. A mente deles está de tal forma baralhada que alguns me disseram, também, que o 25 de Abril era o regresso à liberdade depois da República. Eu respondia que não era bem isso. Ah, e todos me falavam da história de o Salazar ter caído da cadeira. A minha colega Cláudia disse-lhes que ele saltava em cima das cadeiras e eu é que fiquei com o peso às costas xD

As minhas colegas têm, igualmente, histórias engraçadas para contar. Acho que foi muito positivo para os alunos e foi-o, de certeza absoluta, para nós. Gostei de ensinar, de aprender, do stress e da descoberta que foi cada aula, pois é impossível adivinhar a interacção que vai haver e o tempo que teremos para falar e ouvir. Foi muito bom, uma experiência para registar e posso dizer, sem dúvidas, de que este foi o melhor projecto que alguma vez poderíamos ter escolhido :)


Mais sobre o projecto e este dia aqui: Projecto 'História para Pequeninos'

terça-feira, 9 de março de 2010

release me


Vá, agora libertem-se.
Vamos libertar a ave que há em nós!



No fundo é deixar a vontade voar, ser olhada pela blimunda e libertar-se do corpo para entrar no dela. coisa bela.


E já agora, quem quer saber coisas giras do III plano de fomento industrial?

segunda-feira, 8 de março de 2010

the yellow windows of the evening train


Digam o que disserem, é giro estar de ressaca pós-Óscares. Valeu a pena passar a noite de pé, deitar a cabeça apenas às 5 da manhã para dormir uma hora de caracacá. Não custa nada, é uma noite por ano, uma madrugada única. E pronto, o dia seguinte custa um bocado (daqueles) a passar. Estive quase a dormir na aula e, mais tarde, enquanto estudava os mundos capitalista e comunista durante a guerra fria. Mas felizmente a aula de condução correu bem... com chuva e tudo.

Ah, pois, a condução. Está a ser giro :) Vou corrigindo os erros à medida que o senhor me vai dizendo. Quando ele fala comigo enquanto conduzo, atrofio-me toda, mas à parte disso estou a safar-me. Hoje descobri que era de Proença, que fofo. Já ponho (relativamente) bem as mudanças, já tento estacionar de marcha atrás, já andei muito devagarinho e muito depressa, já estou quase a ir para o IC 19, yaaaaaay.

Ah, e o Tiago (que é capaz de ler este post, nunca se sabe) andou desaparecido durante quase uma semana, foi uma coisa doida. O meu subconsciente sentiu a falta dele e fez-me sonhar com a sua pessoa, achais bem? Agora o moço já voltou, aleluia, mas achei piada ao acontecimento. Por seu lado, o Gonçalo fez-me descobrir a faceta mais eureka da minha aldeia e fiquei realmente espantada com o que vi naquela noite,. Adorei as velhotas todas e o bar lá atrás, com bolos caseiros. E gostei do espectáculo, claro, muito bom ;) Próximo sábado, amigos.. futurália here we go!

Por enquanto, os 18 anos... estão na mesma. Ainda não tive oportunidade de realizar algumas das resoluções para este ano que tinham como condição a maioridade. Mas está quase.. quero inscrever-me como dadora de medula o mais rapidamente possível e quero ir ao casino. E quero comprar o bilhete para o RiR, embora isto não tenha nada a ver. Os meus movimentos de independência são muito supérfluos, I know. É ir até à escola de condução e voltar, weee, que bom.

Esta quinta-feira... é a concretização do projecto de AP *-* Vamos dar a aula aos meninos do 4º ano, o que me põe com os nervos em franja. Mas com muita ansiedade, expectativa, curiosidade também. Tenho tanto para lhes contar sobre o 25 de abril :) e coisas tão giras. Espero que corra bem, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo.. MESMO!

segunda-feira, 1 de março de 2010

e é isto



E o dia chegou. yaaaaaay.
E sim, estou na mesma. Obviamente.
Olho para o espelho e, honestamente, vejo a mesma pessoa, Pedro.
Embora com alguma responsabilidade em cima, sim... alguma.
Só tenho a agradecer aos que proporcionaram um dia maravilhoso.
Aos que não conhecia e passei a conhecer (e adorei, btw!),
aos que já conhecia e continuei a adorar,
aos que não puderam cá estar fisicamente mas estiveram no coração a toda a hora,
aos que deixaram mensagens amáveis e me fizeram sentir bem.

Agora alguns pormenores:
Gonçalo, fica prometido o cabedal, o chicote e o chantilly para uma próxima oportunidade.
E o Ingmar Bergman e mais Oscar Wilde.
Ah, e se quiseres levo-te um trio. Já que gostaste tanto.
Isabel, fica prometida essa ida ao 5.
E obrigada pela companhia ao longo do dia todo.
David, fiquei contente por saber que também fazias anos ;)
Manuel, esse guião tem muito que se lhe diga e ainda vai dar muitas cartas.
Tiago, não sei o que seria de mim sem ti, a sério.
As saudades apertam..
Pedro, esa loucura está prometida também... nas plataformas todas :)
Rita, boa sorte para amanhã ;)
E tu és uma boa friend, és mesmo!

Para terminar o dia, nada melhor do que ver Glee.
E amanhã, big day coming.
Como disse no twitter, sinceramente,
ainda não assimilei bem o facto de amanhã ir ter a primeira aula de condução.
Há um certo medo no ar!
E antes disso, ainda, a inscrição nos exames.
O que me põe num enorme estado de ansiedade...
decidir o futuro e tal.
É muita coisa para um primeiro dia oficialmente com 18 anos feitos.

E aqui estamos.
Mais uma vez, obrigada.
Foi bom ter-vos cá :D