sábado, 27 de fevereiro de 2010

tomorrow

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

oh, ironias do destino


Adoro os macaquinhos da mãe felpuda, são uns fófis.
Já os da mãe de arame, coitados, devem ter engordado imenso
mas não desenvolveram as capacidades afectivas, oh.

E a A., no outro dia, foi à luz por causa da mão.
Isto fora do contexto é absolutamente magnífico, a sério.
E dentro também.

Enfim, eu chego a casa para jantar e o que é que tenho?
Bifes de perú. Não pode ser outra coisa.
E já e muito bom, para homem.
(ok, isto saiu mal :P)

hurt

Quando as coisas magoam, magoam a sério. Normalmente não há meio termo.
E doem bastante. Mesmo que não nos doa fisicamente, a nós,
dói a outros, ainda que psicologicamente.
E a dor é partilhada pelos laços afectivos.
E a dor é sentida na pele, apesar do que já foi referido.
A perda de amizade é sempre dolorosa e incomodativa.
Isto para dizer que.... whatever.
Quem magoa é que fica a perder, não só por não compreender que magoa,
mas também porque perde tudo o que pode advir de uma relação entre pessoas.
Como escrevi hoje numa sms para um amigo:
Já está atrás das costas. A vida é feita de desilusões, partamos para outra :)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

flower / love / freedom / craziness power

É bonito saber que o rei e a rainha não gostavam um do outro mas eram obrigados a estar juntos e o poder muitas vezes não lhes dava bem o que queriam (menos ao joãozito, que esse adorava esbanjar tudo o que era ouro e afins), e que o Baltasar e a Blimunda, por seu lado, como eram do povo e pobres como o raio, tinham liberdade e podiam fazer o que quisessem, e amavam-se profundamente.
É bonito, não é?
E o Baltasar também era bonito, descobri hoje. Tinha feições perfeitas, segundo parece. É sempre bom saber. Parece que a Blimunda era menos elegante.

O que não é nada bonito é estar ao pé de gente que canta Leandro e Tony a altos berros, e dança e desafina até dizer chega!
Mafra e o seu convento real fazem uns milagres que ninguém percebe. Até a outra mandou a planta, veja-se.
E tenho vídeos que comprovam os actos de dança e cantaria, é uma coisa bela.
A C. a guinchar como uma máquina de lavar roupa a espremer a mesma.
Não conheço aquelas pessoas, não.
Nem o tipo que passou junto aos bancos de jardim com o peito à mostra.
É como te digo A., a bebedeira até faz esquecer o frio. E ainda bem que não vimos tudo.

Pena não ter registo daquela outra pessoa, com luvas de tigresa e óculos de ovni.
Adorava poder mostrar aquela figura ao mundo. Fica para outra altura.
Ah, e dita cuja, a tentativa de socialização com a minha pessoa não resulta, não caio na teia.
Não me chame eu Raquelinda, não é minhas caras amigas?
Se fosse outra pessoa, talvez não tivesse comido tanto e roubasse tanto pitéu à A., mas enfim.
Tivesse aquele centro comercial mais locais de comer e beber, e talvez o nosso destino tivesse sido outro nesta tarde invernosa.

Ah, e o Chico Fininho, já me esquecia.
Bem-hajas, Raquel (e o teu chapéu-de-chuva às florzinhas, que me fica tão bem).
E a Amélie e o seu cabelo ao vento, também.

Último reparo, nada a ver com os anteriores, com saramagos, conventos e o dia de hoje:
Conversas telefónicas com a Rosa Branca fazem-me mudar o template deste humilde blog e torná-lo assim mais florido.
Espero que vós gostais, tende um bom fim-de-semana.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

hair

Adorei a saída da senhora hoje
'havia muita gente e poucos comboios.
as pessoas iam tipo sardinhas em lata'.

E adorei ver a novela da sic
ao telemóvel com a Rosa Branca
sempre a comentar o cabeleireiro transformado em disco
e os maravilhosos cabelos daqueles rapazitos.

Por falar em cabelos
não sei de onde vem a oleosidade do cabelo daquela mulher
mas que dá para rir imenso nas aulas, lá isso dá.

Como seriam os cabelos da Blimunda e do Baltasar?
Acho que o Saramago não descreveu isso,
mas imagino-os morenos ;)
Sol e Lua, que bónito.
E lá vem o Sol outra vez, nos últimos tempos só se fala dele em todo o lado.

Ah, e adoro igualmente o cabelo da primeira senhora referida.
É sempre uma coisa muito chique.

Hair,
'I want it long, straight, curly, fuzzy
Snaggy, shaggy, ratty, matty
Oily, greasy, fleecy, shining
Gleaming, steaming, flaxen, waxen
Knotted, polka-dotted; Twisted, beaded, braided
Powdered, flowered, and confettied
Bangled, tangled, spangled and spaghettied!'

coisas da alma e do coração.

Ontem rendia-me às evidências de algo que na verdade não o era. Estava totalmente convencida de que este frio que me rodeava o coração não valia a pena. Que tu não valias a pena o sofrimento, o esforço em vão, a vontade de ter algo que nunca se teria. Que tu não merecias toda a minha atenção e a pretensão de sentimentos que nada te diziam e que eu queria a todo o custo que dissessem. Que todas estas ilusões de sentimentos não passavam de uma grande admiração e simpatia pelo que eras e és. Que, no fundo, nada disto era real, mas apenas uma diversão da minha mente para ocupar o vazio enorme que sinto na alma. Que aquele seria o último dia, a última vez que alguma vez suspiraria por ti, a última lágrima e a última tentativa que roubarias de mim.

Hoje já não sei o que dizer de ontem. Apesar de todo o sofrimento e de as palavras se terem tornado cheias de nada, ainda restam algumas (poucas) que me parecem dizer algo, que me querem a todo o custo manter na corrida e fazer não desistir do teu coração. Nada mudou, de ontem para hoje, para além dessas escassas palavras e de algumas emoções implícitas nelas, que me deixam a cabeça à roda. Valerá a pena esperar que as coisas voltem ao início, ou que pelo menos encontrem um rumo diferente? Valerás a pena, ou nada disto dará frutos e perderei tudo o resto por estar agarrada a algo que não merece a minha inquietação?

A verdade é que aquele último dia não o foi.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

it doesn't mean anything when you're gone

Não há nada melhor do que estar com os melhores amigos de sempre.Seriously.
Nem que se tenha de fazer centenas de quilómetros para que tal aconteça.

E vocês, meus caros, fazem valer a pena qualquer segundo da viagem.
Que a distância continue a não ser um obstáculo! :)

Quanto ao resto, grande (espécie de) flash mob nos Aliados,
na companhia dos melhores comediantes do mundo (e arredores).
Vocês fazem também valer a pena todas as horas de sono perdidas,
como foi dito por alguém num qualquer local.

E há dias assim, daqueles que fazem lembrar um mundo totalmente à parte da vida real.
Daqueles que não apetece adormecer e acordar no dia seguinte para encontrar a vida como a deixámos.
Daqueles que nem apetece lavar as mãos depois de os vivermos.
E o pescoço, neste caso específico, rabiscado pelo Alvim em pessoa.
Sempre temos as camisolas assinadas para mais tarde recordar.

Mais ainda: é sempre bom conhecer pessoas e fazer novas amizades.
E se virmos bem, este foi um dia cheio nesse aspecto.
Obrigada a todos os que o proporcionaram :)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

do you know

sabem o que é receber postais em casa
de pessoas totalmente desconhecidas
com mensagens simpáticas
e imagens e palavras relacionadas
com os seus países de origem?
é awesome :)

sabem o que é marcar aulas de condução
para um mês inteiro, a começar
logo no dia depois dos 18 anos
e continuar a ir ao código
para ver se se despacha esta coisa da carta?
é porreirito :)

sabem como vai ser o próximo sábado
lá naquela coisa que vai ter uma música para dançar
e muitos amigos à volta
e ainda uma t-shirt toda gira
para mais tarde recordar?
isso sim, vai ser um máximo :)

mas há mais.

sabem o que é passar as aulas de inglês
(aqui que ninguém nos ouve)
a falar sobre tudo e nada
enquanto se escava uma borracha
à procura do túmulo de um faraó?
é a comédia total x)

sabem o que é estar bem com as pessoas
e apesar de não ser bem aquilo que querem
o que têm ser suficiente?
às vezes já é muito bom.

sabem o que é temer que chova naquele dia
temer todas aquelas coisas
as dúvidas do dia-a-dia
temer que nem tudo corra bem
temer que as coisas nunca evoluam
como queríamos que o fizessem?
isso já não é assim tão bom.

Mas é a vida, enfim :)

heaven, i'm in heaven






Don't know where I'm going
but I know where I've been

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You can see my heart beating
you can see it through my chest

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Don't carry the world upon your shoulders

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carta ao agricultor

Querido Casim Carrapiço,

Estamos próximos do dia dos namorados e tenho uma coisa para te dizer: és todo bom!

Adoro os teus dentes amarelados, as tuas mãos cheias de calos, o teu cabelo oleoso e o risco ao lado. Quando passas por mim no teu porte atlético, com essa musculação de homem da labuta diária, não caibo em mim de exaltação! És tudo o que uma mulher pode querer.

Casim, meu anjo do mundo agrícola, peço-te e a todos os santinhos que me leves contigo para o campo! Quero sujar a roupa a ajudar-te a tratar das vacas e dos porcos; quero apanhar as couves da horta a teu lado; quero cozinhar para ti, ao fim do dia, e ver-te a comer que nem um desalmado e a sujar ainda mais essa dentadura cheia de cáries.

És o meu homem, não te posso deixar escapar... espero que gostes desta declaração de amor e me ofereças uma vida de agricultora como prenda neste dia 14. Dá-me o teu apelido! Quero ser Heloísa Carrapiço, mulher do Casim Carrapiço, o guardador de rebanhos, o agricultor, o camponês, o homem do campo, o rei do mundo rural, o modelo da horta mais próxima.

Leva-me para o campo, para a tua casa. Deixa-me viver contigo e com essas mãos rugosas para sempre, pode ser?

(ri-te Ana, vá lá :P)

Conversas de aulas de psi todas malucas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

defying gravity

Something has changed within me
Something is not the same
I'm through with playing by
The rules of someone else's game
Too late for second-guessing
Too late to go back to sleep
It's time to trust my instincts
Close my eyes
And leap...

It's time to try defying gravity
I think I'll try defying gravity
And you can't pull me down

I'm through accepting limits
Cuz someone says they're so
Some things I cannot change
But till I try I'll never know
Too long I've been afraid of
Losing love I guess I've lost
Well if that's love
It comes at much too high a cost

I'd sooner buy defying gravity
Kiss me goodbye, I'm defying gravity
And you can't pull me down!

Just you and I, defying gravity
With you and I defying gravity
They'll never bring us down!

or maybe not. Glee.

falling to pieces

É aquele contentamento descontente.
Aquele.
Tu sabes.
Não preciso de expressar por palavras.
Entendes-me mesmo sem o dizer.

Dia de greve
de falta de teste
de trabalhos de casa
de espalha-factos
de filmes estranhos
de conversas
de recordações
de música
de descobertas
de sensações.
E vem aí um fim-de-semana e pêras.

Carpe diem tem estado nos meus pensamentos
mas nos pensamentos apenas e só.
Levanta-te da cadeira e faz-te à vida, moça.
Ou então deixa-te ficar sentada a vê-la passar.

Your choice. Choose carefully.
And be careful what you wish for. It might come true.