sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

these are the days of our lives

Ela é uma triste.

Ela não sabe o que quer.
Ela não tem o mínimo sentido de moda.
Ela é demasiado séria quando não o deve ser.
Ela não consegue adaptar-se aos desafios que lhe surgem à frente.
Ela não é independente,
não por não querer, mas porque não consegue.
Ela não tem silêncio.
Ela está cansada.
Ela não tem coragem para expressar o que sente
nem para viver o inesperado.
Ela tem sonhos, desejos e utopias
mas no fundo receia que estes se concretizem

Ela é uma triste, e o pior
é que tem plena consciência disso
e não faz (ou não consegue fazer) nada para o mudar.

Mas como tudo é uma questão de estado de espírito
(e hoje o dela estava assim),
ela foi ver um determinado filme português ao cinema
e saiu de lá a rir às gargalhadas
e super hiper mega orgulhosa
dos risos e das palmas da assistência.
E isto desvaneceu-se assim um bocadito.

No entanto, ela continuará a ser uma triste
(ainda que não o sinta diariamente),
até fazer algo para o mudar.
Não basta ter fé nisso,
as promessas sobre fazer promessas não chegam.
Há que agir.

1 comentário:

Rosa Branca disse...

Ela é triste se assim se olhar!
Ela triste enquanto o assim se considerar...
Enquanto ela vibra com as palmas, quer dizer que as vive.
Enquanto ela vibra com a música...
Enquanto ela vai vibrando com as coisinhas mínimas, aí sim, se torna feliz...

E se a tristeza lhe aparece, de súbito, há que lembrar como nós somos tristes e felizes à nossa maneira, e como há pessoas que, para nós são felizes, mas que são tão tristes como nós.
Pensam-se com igual tristeza, olham-nos com igual felicidade.


(meilleur pt!:P)