domingo, 26 de dezembro de 2010

goodbye hope

Oh esperança, porque não te consigo matar?
És teimosa, persistente, insistes demasiado em coisas que não valem a pena, coisas inúteis e sem qualquer futuro.
Quem me dera poder pegar numa arma e dar-te um tiro no peito.
Quem me dera poder cortar-te os pulsos ou enfiar-te uma caixa de comprimidos pela garganta abaixo.
Porque é que custa tanto acabar contigo?
Sei que és sempre a última a morrer...
... mas porque não morres agora, quando já não há nada que te alimente, que te impele para continuares nesta missão falhada, quando já tudo o resto morreu e se enterrou?
Porque não desistes e me deixas desistir também?

Dás-me um pequeno sinal, um só pensamento, ou uma só ausência dele.

É agora, vais finalmente deixar-me em paz?
Vais fazer-me ver total e claramente a realidade, tal como ela é, sem essa fina camada adocicada que lhe costumas colocar em cima?
Vais-te embora como te pedi sempre, mas sobretudo agora, quando compreendi definitivamente que não compensa bater na mesma tecla, que mais vale desistir e procurar aquela 'coisa linda' noutro lado?
Será que é agora, que é hoje, que vais morrer para sempre?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

pisces stuff

É uma coisa de peixes. Compreendemo-nos, porque sabemos como nos sentimos, percebemos que não podíamos estar de outra maneira. Quando me disseste aquilo no outro dia, sabendo exactamente o que se passava, porque passavas exactamente pelo mesmo... foi um quentinho no coração, não sei. Somos tão incompreendidos pelo mundo à nossa volta, que não compreende - nem procura compreender, grande parte das vezes - as alterações de humor, o estar em baixo, o histerismo, a sensibilidade e tudo o mais... que é bom termo-nos uns aos outros, sabes? É a nossa única salvação, às vezes. E este é um signo tão estranho, tão instável, tão característico. Nunca sabemos o que esperar dele. É imprevisível! Às vezes sabe tão bem e outras vezes só apetece ter nascido noutro mês qualquer. Enfim. No fundo somos pequenos peixinhos a viajar neste mar imenso e por vezes há tubarões, marés, corais no caminho, que nos impedem de estar sempre contentes. Mas cada novo dia é um dia para os ultrapassarmos :)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

roses

Os fantasmas são animais, começo por dizer. Os crocodilos são fofinhos (e têm óculos de andar debaixo de água incorporados). Os elefantes e os tubarões são bichos estranhos, mas imaginem só um elefante-tubarão, cuja tromba é uma barbatana e sei lá mais o quê. Não é lindo? Categorizar as pessoas segundo a sua beleza também - uma é gorda e feia, outro é semi-giro, outros são lindíssimos.
Claro que as baterias dos nokias não se gastam só com estas coisinhas. Também se chateiam bastante com as conversas sobre professores fofinhos e outros que nem por isso, sobre critérios parvos e teias amorosas imensas, situações engraçadas que metem esparguete e novas designações para pessoas que comem o que lhes aparece à frente (e isto acabou de ser interdisciplinar, pois lembra-me outra coisa ahah). E também cenas assim mais sérias, não correspondidas e afins, ou ex-correspondidas e que nem sempre não dão para o torto - que fazem parte da vida e não há forma de se-lhes escapar.
Ficam promessas no ar, como viagens e visitas e passeios, que nunca mais parecem chegar. Fica uma grande molha que apanhei por a sôdona rosinha (nada a ver com o rosinha-mor) ter contactado o meu moche às quatro horas e ter levado a cadela à rua logo no momento, sem ver que estava a chover a potes lá fora (a culpa é tua!!!!). Mas ficam também duas horas e meia, longas horas, que mesmo assim passaram mais depressa do que deviam, porque qualquer minuto é melhor que nada para atenuar (palavra fófi) a distância e a saudade. E como isto está a ficar lame e coiso e tal, apenas acrescento que me rio mais contigo em duas horas do que numa semana normal sem conversarmos. Acho que é motivo suficiente para continuarmos nesta vida de amizades - atenção que é um elogio à tua personalidade louca que eu tanto admiro. E é só. Pensem na primeira frase, fantasmas como bichos. Uhuh.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

christmas lights

É Natal... e o amor acontece <3 Corresponde à mais pura das verdades. É só love all around, aqui e ali, não sentem o mesmo? Está tudo a juntar-se tipo gado, como se o mundo fosse acabar amanhã e fosse necessária companhia para a travessia para o outro lado. Vá, isto é só uma perspectiva um bocado (ou bastante) invejosa da coisa. A perspectiva simpática e sorridente (não cínica!) mostra-se contente com este espírito natalício-romântico e fofinho. Porque é fofinho assistir a tudo isto, apesar de ser visto de fora. É o típico "ohhhhhhhhh" amoroso que fazemos com um misto de querer e não querer, de agrado e desagrado, sem sabermos bem o que pensar, porque gostávamos que não acontecesse só aos outros, não é? Mas é Natal, as coisas até podem não durar muito, o que importa é que estão a acontecer agora e, quem sabe, talvez venham para ficar. Não deixa de ser bonito ver esta conjugação luminosa de natal e felicidade, de festa e amor, de fofura e tudo o mais. É uma época de magia e esta magia acaba por ser transmitida a toda a gente. É uma época de partilha (e isto faz-me rir), e o que se partilha não é só tricô. (também há troca de prendas tipo amigo secreto!) Também há coisas fofas imateriais a voarem por aí, é bom respirarmo-las, pode ser que nos contaminem ou something like that.

tricô time

Quando o tricô chama por nós, é difícil resistir ao chamamento. Ele surge-nos de forma muito dissimulada, nem damos pela sua chegada, e intrinseca-se na nossa cabeça tipo íman. Não nos conseguimos desfazer dele, e para além disso sentimos necessidade de o partilhar, de compreender o que ele significou efectivamente tendo em conta contextos e situações. Há bons tricôs, fofinhos, que não tricotamos pelo prazer de tricotar, mas sim porque toda a sua envolvência nos parece correcta, certa, verdadeira, e por isso partilhamos, sentimos que é algo que merece mais até do que ser simples tricô, porque tricô parece uma palavra muito feia e desprovida de emoção, como se gostássemos de tricotar apenas porque nos rimos com isso. O que queria dizer é... no fundo, ficamos felizes por grande parte do tricô :) Pela outra parte, nem por isso. É parva e deprime-nos saber que há este tipo de tricô mas, ao mesmo tempo, sendo inevitável, sempre arranca umas boas gargalhadas e dá para fazer umas piadas engraçadas. Claro que fora de tudo isto fica o tricô no estrangeiro, que não deixa de ser tricô, mas que não tem tanta piada e é fofinho também. De acrescentar que, quando o tricô se torna oficial, ou seja, quando acabamos de tricotar uma camisola ou um cachecol, as coisas perdem um bocado a piada. Não sobra nada para tricotar, está tudo tricotado. Resta esperar por mais tricô, e acreditai, ele virá, sooner or later. Muahahahah. We <3 tricô.

batata frita

Quatro dias. Vai ser a loucura. Estas cadeiras nhanha só nos fazem procrastinar na casa das máquinas até tarde, a fingir que se estuda a entropia e o pib, quando o sistema já está todo entrópico por si só e não precisava de mais coisas para o atrofiar. E depois aparece o desvio-padrão, feito parvo, a querer dispersar a nossa atenção, a querer monopolizar o nosso cérebro algorítmico, e a baralhar a cena toda como se estivéssemos dentro da sala chinesa e não percebêssemos nada do que estamos a dizer ou fazer, dizendo-o e fazendo-o na mesma. A verdade é que o produto não é nada diferenciado, isto é tudo a mesma porcaria, está tudo relacionado tipo teoria das redes, e depois as coisas reproduzem-se como o bonequinho do game of life, coisa tão fofa, a descer por ali abaixo, a nascer e a morrer, e depois ainda aqueles tipos acham que se pode reproduzir a inteligência, está tudo maluco, é o que é, como se não tivéssemos coisas cá dentro, sentimentos, emoções. Que se lixe o qui quadrado e o qui redondo e essas cenas todas com nomes feios, que se lixe o défice (que é mais do que deprimente) e os quintis todos, que se lixe o mundo pequeno e o mundo grande, a caixa negra e a caixa clara, o hólon e o hólon, já que parte e todo e todo e parte são todos a mesma cena cujos gatilhos e filtros fazem lembrar armas mortíferas. uhuh. Estou fritating, versão estrangeira aparvalhada do estou a fritar (os miolos) habitual e muito em voga nesta semana em que precisamos de abracinhos (hugs, vá, hugem os estudantes universitários que eles bem merecem e precisam *.*). Com esperança de não fritar ainda mais e pensando em sexta-feira às 10 horas, here i am.

P.S. - queixo-me muito mas gosto, ou não estaria aqui a brincar com a coisa. like a sério! <3

domingo, 5 de dezembro de 2010

cold cold heart

'The more I learn to care for you
The more we drift apart
Why can't I free your doubtful mind
And melt your cold cold heart'

Costuma dizer-se: "mãos frias, coração quente".
Mas está frio cá fora, muito frio, e as tuas mãos não estão frias quando tocam nas minhas. Pelo contrário, dá-se um choque inicial pela diferença de temperatura, as minhas mãos muito frias a tocarem suavemente nas tuas muito quentes.
Tens as mãos quentes, e isso dá-me voltas à cabeça. Se ainda fosse só isso, teres as mãos quentes e poderes aquecer as minhas, o mundo não estaria ao contrário.
Mas não são só as tuas mãos que estão quentes... O teu coração é frio, frio como seria o provérbio invertido. 'Mãos quentes, coração frio'.
Tens as mãos quentes e o frio, em lugar de as gelar, de gelar o que está cá fora, à vista de tudo e de todos, gela o que de mais precioso tens, o que está lá dentro, escondido, como se não se quisesse abrir e deixar entrar nada nem ninguém.
Desejo a todo o custo conseguir derreter esse gelo que te rodeia o coração frio, ainda que para isso seja necessário gelar as tuas mãos.

Uma noite.

Uma chuvada. Um jantar, Um concurso. Um copo de sangria. Um grupo de pessoas trajadas. Um prato intacto. Um conjunto de fotografias que registam momentos. Uma pessoa fixe, outra demasiado fixe. Um pó de arroz. um fado. Uma pessoa divertida. Uma coincidência musical. Um aniversário. Uma chamada telefónica. Uma revelação. Um sorriso. Um sentimento. Uma gargalhada. Uma preocupação justificada. Uma confusão. Uma impossibilidade (várias, vá). Uma e outra chegada. Uma surpresa. Uma companhia. Um abraço. Uma promessa. Um apercebimento. Uma conversa. Uma escolha. Um arrependimento? Um agradecimento. Uma fotografia particular. Uma (entre várias) canção.  Uma dança. Um sofá. Um estado sobrenatural. Outra chuvada.

domingo, 28 de novembro de 2010

these are the days

Há aqueles dias em que se faz muito, que não se pára um minuto, que se trabalha horas a fio. Ainda bem que os há! Mas depois há dias como hoje, em que não apetece e não se faz nada, em que o trabalho sofre uma pausa bastante grande, tipo kit kat gigante, e se passa o dia no sofá sem mexer uma palha. Sabe bem, admito. Sobretudo depois de alguns dias bem ocupados. Hei-de me arrepender, daqui a um tempo, mas hoje não posso dizer que não foi óptimo, porque foi. Era tão bom que todos os dias pudessem ser assim.

here it is

Tenho a dizer que amanhã inicio uma nova experiência radiofónica que pode vir a ser um grande sucesso, e isso põe-me assim  :D. Muita música fixe, acordem a ouvir o salta da cama, que vai ser uma hora engraçada. Aliás, a aula das 8 vai ser uma coisa engraçada, com eles a ouvirem o programa... estou para ver! Inicio também uma longa semana de trabalhos e coisas chatas, que mete um feriado pelo meio (que boooooom), muitos textos para ler e muitos outros para escrever, mas sempre dentro do espírito fixolas do curso, que não deixou de ser interessante e fofinho - visitas à biblioteca são um show. Interessantes e fofinhas são também as pessoas que o compõem, desde vocês que partilham comigo aquelas aulas hilariantes do homenzito do stand-up (quando pomos lá os pés), a vocês que nos ensinaram os prazeres da esplanada (e dos restantes spots) e são pessoas fantásticas. Tenho a dizer que isto não seria a mesma coisa sem vocês, nem nada que se pareça. Ah, a semana mete outra coisa no meio, o jantar do veterano... recheado de surpresas. Vai ser um LOL, para dizer uma coisa parva :P Mete também o aniversário de duas pessoas importantes, o que vai ser interessante :) Surpresas, again, minha filha! Surprises are all we need, para a vida continuar interessante. Um grande like para isto. E outro para a nossa bipolaridade, maninha. É tão giro andarmos sempre a trocar de papéis, irmã boa e irmã má, quando uma ataca a outra mantém-se calma. Gosto disso! Disso e da sinceridade / fofura de outra pessoa especial, mais uma das que adoro recentemente nesta nova etapa de vida absolutamente fantástica. E de Lisboa, que continua a não ser a cidade perfeita, mas que não deixa de ser perfeita a meus olhos, e tem sido maravilhosa em todos os aspectos. E fofinhos e xuxus, aqui está todo o meu <3

u know who i am

Agora já sabes, agora podes compreender. Já desconfiavas mas não tinhas a certeza, agora já tens. Tinha medo, não sei bem de quê. Era estranho contar-te assim do nada, apesar de partilharmos muito e de confiar em ti plenamente. E não sabia se devia, visto que é algo dissimulado, que vai e vem, que depende do estado de espírito e da resposta obtida. Porque me resigno às evidências, normalmente, e estar a contar tudo de novo, a abrir uma vez mais este coração, só me faz voltar a pensar e ponderar as coisas que normalmente reprimo. Porque não vale a pena, como te disse. Não vale a pena lutar por algo que não é nem nunca será. Ainda assim, agora já sabes, e apesar de tudo isto, estou contente por saberes, por poder desabafar contigo estas coisas parvas que me abalam de vez em quando. É bom, sabe bem poder receber conselhos desse lado, aí desses não-sei-quantos quilómetros que nos separam. Mas tu sabes, e compreendes, aquela mínima esperança, aquela luz ao fundo do túnel, cuja mais ínfima possibilidade de existir nos faz continuar e não desistir completamente, mesmo que o queiramos a todo o custo. Acabamos por viver num impasse, embora não dêmos conta disso no dia-a-dia, e estamos constantemente à espera de mais, de algo que nos faça continuar ou desistir de uma vez por todas. Enquanto isso não chega, aqui estamos. E felizmente, a partir de agora, tenho-te a meu lado para partilhar estes devaneios.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

everything changes


Há dias assim. Mais valia não teres acordado, não teres ido, não te teres esforçado, já que as coisas iam ficar assim, como se tudo tivesse desaparecido de um momento para o outro, como se nada tivesse existido, quase. Dói, mas faz parte da vida. Sentes-te revoltado por não seres compreendido, queres voltar atrás no tempo e no espaço, emendar alguns comportamentos, tentar explicar-te, para ver se consegues dar a volta à situação de hoje. E queres mostrar o teu ponto de vista, admitir que erraste em algumas coisas mas que tinhas razão noutras, ao seguires um determinado caminho em detrimento de outro. Porque tiveste a razão do teu lado, algumas vezes, mas agora parece demasiado tarde para seres ouvido e acreditado. Porque as coisas não são tão simples quanto isso, o tempo passa e já não podes fingir que as coisas não mudaram. É a vida, há dias assim. Mas de uma coisa podes ter a certeza: não estás sozinho neste mundo, isso é a última coisa que podes pensar. Há sempre gente que se preocupa e que está aqui para ti, fica a saber isso. Sim, isto é para ti que lês o meu blog e te queixas que nunca falei de ti (lol :p), aqui fica o primeiro post exclusivamente dedicado à tua pessoa e sobretudo ao difícil dia de hoje, que por ser difícil para ti se tornou difícil também para nós, por nos preocuparmos e querermos ajudar. És uma pessoa simpática e carinhosa, que merece mais do que estar meio adoentada e ainda por cima ter de levar com todas estas coisas em cima, como se hoje fosse mesmo um dia marcado no calendário para te virares para um lado e para o outro e não conseguires sair de uma grande embrulhada. Se se chegou a este estado, é porque algum dia tinha de se chegar, e mereces mais do que alguma vez poderias ter com a situação como estava. As coisas compõem-se, como acontece sempre na vida. Demoram o seu tempo, custam a passar, mas quando se desvanecem sentes um enorme alívio por tudo ter, aparentemente, voltado ao normal. Até lá podes sempre contar com o nosso apoio, é para isso que os amigos servem, para as ocasionais pancadinhas nas costas, os frequentes abraços e aqueles momentos totalmente parvos cujo objectivo é serem parvos o suficiente para te fazerem esboçar um verdadeiro sorriso. Às vezes vivemos para te ver animar um pouco e abandonar esse estado de tristeza e neutralidade. Espero que estejamos a consegui-lo!  :)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

seras-tu là?

Estás aí? Ouves as minhas palavras de tristeza, de ódio, de desespero? Ou apenas finges que prestas atenção e no segundo seguinte viras a cara e continuas o teu caminho, como se nada fosse, como se não significasse nada para ti? Será que quando desligas o telefone apressadamente ou dizes que tens de ir a algum lado me estás, na verdade, a tentar ignorar, a querer com todas as forças abandonar a minha presença? Ou será tudo isto produto da minha criatividade fértil e de um cansaço acumulado ao qual não consigo fugir? Não compreendo os teus actos, os teus gestos, a tua maneira de ser, não te compreendo a ti, como parte ou como todo, como metade ou como inteiro, como copo de água meio cheio ou meio vazio. Porque estás aí sem estar, ou não estás aí e estás na mesma, mas não consigo perceber bem o que vês, sentes, pretendes, fazes ou pensas? Porque és  frio quando mais preciso de calor, porque pareces distante quando mais preciso de ti a meu lado? É algo que se torna insuportável aqui dentro, procurando constantemente respostas, numa procura que parece vã e idiota, mas que faz todo o sentido quando não se compreende nada e se quer compreender tudo. Talvez isso não seja possível, não sei. Por enquanto contentava-me saber se estás aí e me ouves, de vez em quando, que seja. Não gosto de falar para as paredes, e mesmo que gostasse, se uma parede não gostar sempre posso tentar a minha sorte com outra. Mas gostava que me ouvisses efectivamente, que não fingisses, que pudesses desvendar um pouco mais, por mais pequeno que seja, de quem és e do que podes vir a ser. Porque tu és tu e como tu não há mais ninguém... Quando pudesses partilhar algo mais, agradecia.
E é tudo.

sábado, 13 de novembro de 2010

when you need a hug

*Ela sai do edifício calmamente, como quem pondera bem o que faz e caminha com um propósito. Está alegre, desde as escadas aos saltinhos e prepara-se para abandonar o local. No entanto, vê-o ao longe e decide ir ter com ele. Já não falam há uns dias, quer pôr a conversa em dia, saber coisas. Aproxima-se tranquilamente e dá um espaço para ele se aperceber da sua presença.
- Olha, olha! – diz sorridente, procurando os seus olhos. – Como estás?
A sua expressão muda quando o olha de frente e se apercebe de que ele não está tão alegre quanto ela. Arrepende-se de o ter abordado daquela forma, tenta compreender o seu rosto, mas apenas se apercebe do humedecimento óbvio dos seus olhos esverdeados, que se tornam mais brilhantes com o reflexo da luz solar nas lágrimas. Aproxima-se mais dele, leva uma mão ao seu braço e tenta confortá-lo.
- Então rapaz, estás bem? – questiona-o, verdadeiramente preocupada com o que o possa estar a preocupar. – O que se passa?
Ele não fixa os seus olhos, procura desviar o olhar e com ele as lágrimas que querem sair a toda a força. Mas acaba por falar, como quem precisa de desabafar o que vai no coração, independentemente de alguém estar a ouvir ou não.
- Ela deixou-me... – afirma, quase incrédulo, deixando-a desconfortável e sem compreender.
- Ela quem? Do que estás a falar? – A rapariga procura manter a calma, questionando-o com um verdadeiro sentido de preocupação.
- A minha namorada...
Ela não sabia que ele tinha namorada, quanto mais que esta o tinha deixado. Agora, sente-se algo estranha por se estar a intrometer na sua vida romântica, sobretudo dados os seus sentimentos por ele. E sente-se mal por desconhecer este facto da sua existência. Mas a preocupação mantém-se.
- Tem calma, rapaz... – procura acalmá-lo. – Tens a certeza de que não foi apenas uma discussão?
Ele parece não a ouvir, visivelmente aterrado com a situação. Começa a caminhar em direcção ao vazio, pela simples necessidade de sair dali e mexer as pernas.
- Não percebo... – verbaliza, não para ela em específico, apenas para o ar, para expressar os seus pensamentos. – Estávamos bem... podia não ser uma relação forte como muitas outras, mas gostávamos um do outro e estávamos bem. Porque é que ela tinha de fazer isto? Porque é que ela decidiu acabar tudo de um dia para o outro, sem explicação?
Ela volta a apertar-lhe amigavelmente o braço, tentando libertá-lo daquela tensão. Mas os olhos dele não vão aguentar, o seu apoio não está a resultar e isso é visível na expressão dele. Ela compreende tudo isto e decide ajudá-lo como pode, parando de caminhar, aproximando-o de si e colocando os braços à sua volta. Começa a sentir o ombro húmido das suas lágrimas, mas não se importa. Ele parece não ter forças para a envolver, mas aos poucos acaba por ceder e apertá-la junto a si, pousando a cabeça entre o seu pescoço e o seu ombro. Não é só a situação de agora, é o acumular de muitas tensões, e ela também sabe disso, conhecendo-o como conhece.
Sente-se mal por ele estar assim, triste por ele estar a sofrer, querendo fazer tudo o que pode para o ajudar. Ao mesmo tempo, gosta de estar assim com ele, de o ter perto dela, de poder sentir o seu cheiro e agarrar o seu corpo, de poder fazer-lhe festas na cabeça e mostrar a sua preocupação por ele. Abandona imediatamente estes pensamentos, sentindo-se egoísta por pensar em si e nos seus sentimentos. Ele desconhece-os, ela nunca teve coragem para lhe dizer, embora procurasse mostrá-los constantemente. Mas ele não os compreende, ou ignora, não querendo dar-lhe falsas esperanças, e por isso ela mantém-se no papel de grande amiga, que acaba por a satisfazer. E o abraço continua, até ela o afastar calmamente e procurar limpar-lhe as lágrimas dos olhos. Prepara-se para ser a melhor amiga que consegue.
- Não fiques assim... – diz ela, voltando a apertar-lhe suavemente o braço. – Seja o que for que a fez deixar-te, só mostra que ela não te merece e que tu mereces bem melhor para ti. Uma pessoa que goste realmente de ti nunca te faria isso, nem nunca o fará. Há muito peixe no mar, não vale a pena ficares assim por alguém que não merece as tuas lágrimas. És uma excelente pessoa, e tenho a certeza absoluta de que um dia encontrarás alguém que te merece verdadeiramente. Entretanto, estou sempre aqui para ti, sabes disso.
Ele já a olha ligeiramente nos olhos, levantando a cabeça como quem está agradecido pelas suas palavras e pelo abraço reconfortante que estava mesmo a precisar de receber. Mas não diz nada, e ela pondera sobre o que acaba de dizer, procurando dar conta da reacção dele também. A sua preocupação levou a melhor e está contente com isso.
Voltam a caminhar levemente, sem dizer nada, embora ela o vá olhando de soslaio, de quando em vez, tentando ver se ele se sente melhor. Espera que sim. Até que ele volta a falar, desta vez mais calmo e menos tenso, mas ainda cabisbaixo:
- Sei que tens razão, mas ainda assim é complicado... E se falasses dos teus sentimentos, se dissesses o que pensas e sentes, talvez... não sei.
Ela aquiesce, sente-se estranha com esta afirmação totalmente descontextualizada da parte dele. Não a compreende, na verdade. Ele sente-se magoado e é exactamente neste momento que parece tomar conhecimento dos sentimentos dela por ele, que nem ela própria sabe definir bem? Ultrapassou assim tão depressa a dor, ou procura apenas desviá-la quando se apercebe da sua profunda preocupação? O que deve responder-lhe, agora?*

Quando temos um sonho assim, que nos toca tanto, e acordamos no preciso momento em que esperamos uma resposta por parte do nosso inconsciente, é normal que procuremos uma conclusão para ele. O que deve a rapariga responder-lhe? Há dois cenários de resposta, na verdade. É só escolher o mais indicado. Se estivesse no lugar dela, não saberia o que escolher. E parafraseando as minhas queridas amigas, o subconsciente é tramado e tem destas coisas. É a vida.

Final 1

Deve aproveitar o momento para dizer o que sente, ou deve manter a compostura e ignorar esta reacção dele? Decide jogar pelo seguro, como tem feito até aqui, embora se pudesse arrepender disso logo de seguida.
- O quê? Do que estás a falar? – questiona como se ele tivesse dito a maior barbaridade de sempre, tentando enganar-se a si própria. - O que eu sinto por ti é o que tu sabes, gosto de ti como amigo e estou aqui para o que der e vier, sim, mas nada mais que isso. – Ela sorri, tentando disfarçar o arrependimento que já começa a sentir. – A rapariga certa para ti há-de aparecer quando for a altura!
Ele sorri também, e ela espera que ele tenha acreditado nas suas palavras. Era a atitude certa a tomar, sabe disso. Sente-se feliz com as palavras que ele lança de seguida, que resumem tudo o que acabaram de passar.
- Obrigado por tudo.

Final 2

Deve aproveitar o momento para dizer o que sente, ou deve manter a compostura e ignorar esta reacção dele? Decide arriscar tudo, aproveitar o momento, rejeitando jogar pelo seguro. O nervosismo ataca-a, por continuar a desconhecer os sentimentos da parte dele, coisa que a atormenta desde sempre. Mas a decisão está tomada, e abre a boca para dizer tudo o que tem a dizer:
- Os meus sentimentos? Eu... – hesita, olhando para a relva que está sob os seus pés. – Eu gosto de ti desde que nos conhecemos... Se queres saber toda a verdade, é um sentimento que vai perdendo alguma importância quando pareces não sentir nada, mas que se fortalece sempre que mostras algum sentimento. Na maior parte das vezes ocupa uma pequena parte do coração, porque ser tua amiga é, para mim, mil vezes mais importante do que querer mais que isso... e é isso que está a acontecer hoje. – faz uma pausa, aliviada com o que acaba de verbalizar. – Não sei o que esperavas ouvir, se pretendias algo com a tua afirmação, estás magoado e provavelmente vais ficar confuso agora, mas ainda bem que te mostrei o que sentia.
Ele amaina o passo, dá voltas à cabeça, provavelmente sem saber, também, porque disse o que disse antes. Ela sente-se expectante, quer a todo o custo que ele pegue na conversa e diga algo que a fará feliz, mas não faz a mais pequena ideia do que a espera. Até que ele decide dizer algo, olhando para ela:
- Obrigado, por tudo. – diz. – Por seres quem és e por estares aqui ao meu lado. E por teres tido a coragem de dizer isso. Não estivesse eu um farrapo e talvez fosse capaz de te dizer algo melhor do que isto... mas estou vulnerável e nem consigo reagir bem assim, perdoa-me.
Apesar da não-resposta e do receio das consequências, a longo-prazo, das suas declarações, ela sorri e mantém a esperança, pegando-lhe no braço e recomeçando a caminhar, deixando no ar apenas isto:
- Eu posso esperar.

Pick yours : )

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

speaking into the air

Quando se dão ausências relativamente prolongadas - e, digamos a verdade, neste mundo em que vivemos uma semana é portadora de muitos e importantes acontecimentos, por isso... -, há necessidade de contar coisas que ainda não foram ditas / escritas. E hoje é o dia. Começo por dizer duas coisas muito fofinhas: *sapere aude* (que é fantástico como 'boa sorte') e *toda a gente tem uma Rita Mendes na sua vida*. Já explico.
Estou a ficar muito influenciada pelos meus padrinhos - talvez por serem os únicos, do único baptismo desta vida. Do lado do Ricardo, o desejo constante da esplanada e de jogar às cartas (que no fundo é partilhado por toda CC). Do lado da Marta, sem dúvida, a histeria e tudo o que vem com ela - vá, também tenho muita calma, mas quando se metem concertos do Bublas pelo meio, ela acaba por não ter grande efeito. E já que estamos a falar do Bublas... gente, aquele homem é uma figura muito curiosa, fiquei apaixonada por aquele concerto que é mais uma festa do que outra coisa qualquer. Espero que ele volte mesmo mesmo mesmo no verão, e que volte a ir lá à plateia *-* Marta, a histeria está a começar outra vez!
Reservo um momento para reflectir, também, acerca da casa das máquinas (Inês ao poder!) da fcsh e daquela máquina estranha que nos come dinheiro e/ou oferece kit kats. Foi uma aventura, com o Pedro, há uma semana, tentar tirar o kit kat do buraco, e depois constatar que alguém o conseguiu tirar de lá. O mistério foi resolvido quando soubemos que, afinal, os nossos colegas cc'ianos tinham tentado remover o dito chocolate e ele tinha acabado por cair para o alçapão, juntamente com um novo kit kat. É a vida, meus caros. Mas a máquina também tem as suas contrapartidas: poupámos um euro, pois havia uma água na mesma situação, mas mais fácil de tirar; e por diversas situações o troco concedido pela machine é superior ao correcto. Às vezes acaba por compensar as tartes que ficam coladas umas às outras e recusam-se a cair.
Outro momento para falar da actuação da Tuna na Baixa, um momento sublime de música e beleza - isto hoje é só poesia. A tété e a rolita a cantarem e tocarem - adoro o cavaquinho -, trajadinhas e lindas :D Foi um espectáculo o pessoal de cc todo a aplaudir, a minha avó (salvo seja) a dançar com a pandeireta, a outra moça da tuna a dizer que eu era irmã da Teresa (manas! irmã boa e irmã má). Muito giro, mesmo com aquelas viagens de metro todas, completamente desnecessárias! E apontem, McFlurry de Magnum é óptimo.
Também estou apaixonada pelo Adriano - o que vale é que o <3 é grande e dá para muita gente, LOL - e pelos seus textos maravilhosos. Soube que só o nosso curso é que tinha dispensa de aulas para participa, então entrei tipo fura-casamentos no seminário que houve nestes dias, só para o ouvir a falar de dispositivos mediáticos e tal - talvez esteja doente, yeah, mas adorei aquilo. O homem é um espectáculo, gosto do facto de ele ser diferente e saber exactamente o que a universidade deve fazer pelos alunos, ao contrário do que as pessoas pensam normalmente, nomeadamente os professores que apenas querem dar notas pelo que ensinam exactamente nas aulas. Gosto da perspectiva subjectiva dele e ouvi-lo falar é tipo o paraíso. Mas pronto, deixemos lá o senhor em paz, ele agora tem frequências para corrigir e espero que seja simpático :p
O filme do facebook é muito porreirinho, aconselho. Aquele Mark era uma pessoa estranha, muito inconveniente, acabando por perder o único amigo que tinha por uma estupidez. Por outro lado, o Eduardo é um fofinho - não é Susy? - e merece a nossa simpatia. Mas vejam o filme, vale a pena. Não é nenhuma obra-prima, sinceramente estava à espera de um danoninho mais, mas ainda assim surpreendeu pela positiva :) É o que dá ir ao cinema em véspera de frequência. Quanto aos planos para hoje, passavam sobretudo por esplanar, esplanar e esplanar... é o que se quer quando se tem a ilusão de férias, temporária no entanto, apenas até ao final do mês, ou nem tanto. Sabe bem. No entanto, acabámos por não esplanar, o tempo também não ajudou, mas fizemos algo semelhante e igualmente agradável: decorai o verbo neologista "escadar". As escadas da fcsh são um must para quem quer aproveitar o que a faculdade tem de bom. Conviver na escadaria da torre B merece, por tudo isto, uma classificação de 4 estrelas.
Ah, quanto àquilo da Rita Mendes... :P A verdade é que a Rita é uma pessoa bastante louca, mas ao mesmo tempo é uma querida e uma grande amiga. Daquelas pessoas com quem estamos sempre a falar, a trocar impressões, a quem contamos as coisas mais parvas que nos vêm à cabeça e tal (ver posts anteriores). E a verdade é que toda a gente tem alguém assim na sua vida - uma amiga do coração meio tresloucada, no bom sentido. A minha Rita Mendes é a Rita Mendes, a da Teresa por acaso também (lol), a da Susana já tem outro nome, mas não deixa de se ruma Rita Mendes! Confuso, I know, mas isto tem tudo uma lógica muito profunda - da dádiva ou maquínica ou lá que raio é, não interessa. Rita Mendes, és especial! :P
Mais desenvolvimentos da vida social em breve. E a imagem é em homenagem ao nosso signo fofinho, peixinhos, que nos faz ser assim! :)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

please, call me child

Lembraste-me daqueles momentos que me fazem suspirar pelo nosso tempo de crianças, como dizes, em que éramos tão felizes simplesmente porque não nos imaginávamos de outra forma. Aqueles dias especiais, das bruxas e abóboras, ou simplesmente aquelas conversas tipicamente adolescentes que tínhamos nos intervalos, à parte de toda a gente. Vejo aquele espaço em que fomos felizes e sorrio, porque me faz lembrar tantos e tantos momentos, porque me leva para aquele tempo que recordo com saudade. E estes dias, como o de hoje, eram como que um prolongamento da amizade, uma forma de ela se consolidar ainda mais. Recordo os filmes, as almofadas, as aranhas nas pipocas, o fumo branco, os fatos, as camas improvisadas, o medo, o desconhecido, a alegria, as histórias malucas, e sinto falta deles, desse tempo em que não desperdiçava um único dia. Hoje as coisas mudaram, já não somos crianças, já não temos aquelas carinhas de meninas queridas e inocentes. Crescemos um bocadinho e já não temos a mesma vontade para nos divertimos daquela forma, as bruxas que esperem lá fora, à chuva, que não as deixaremos entrar esta noite. Ficam as recordações, e vêm outras, que quando toca a estas coisas nunca há recordações a mais. Lembraste-me de outros tantos momentos, e depois vêm as imagens na televisão, e depois vêm os aniversários que não são mais do que uma legalização da passagem do tempo, e o nosso castelo de memórias vai-se construindo cada vez mais, e o nosso passado vai-se desmoronando à medida que caminhamos em direcção ao futuro. Nunca mais haverão dias como este e, no entanto, haverão muitos outros como este, diferentes mas iguais, com ou sem bruxas a atormentarem os nossos sonhos. Não que elas os atormentassem, na altura, pelo contrário, toda a ambiência do dia nos levava para o seu mundo mágico, como se de fadas se tratassem. Aquele desconhecido e aquelas almofadas uniam-nos mais do que qualquer outro medo ou circunstância. Mas esses dias passaram. Já não há passeios pelo recinto, como havia dantes, nem longas conversas naquele sítio que sabíamos não poder frequentar mas no qual passávamos a vida. Já não voltaremos a conversar como dantes, a falar das nossas vidas como se nos pertencessem, a rir com tudo e nada como quando a vida era simples e brilhante. Aquelas escadas verão passar novas crianças, aquelas portas ouvirão novos risos e aquelas pessoas conhecerão novos futuros "nós", que um dia também estarão no nosso lugar e recordarão com saudade o tempo em que queriam fazer anos e ser mais crescidos. A nós, ficam-nos os dias como o de hoje há uns anos atrás, fica-nos a memória de tempos e histórias que outros deverão estar a viver. Ao menos isso :)

domingo, 31 de outubro de 2010

stories

Só a Rita para me fazer vir aqui escrever um post quando tenho centenas de coisas para fazer, entre as quais se encontra a principal, que é estudar para a primeira frequência da vida universitária. Tenho ouvido o Bublé (recordar para o concerto aguardadooooo) a estudar Economia, veja-se, para ver se a coisa se torna mais fácil. Resulta mais ou menos. As longas conversas telefónicas com a Rita - sempre um teste à bateria dos nokias e à paciência do moche - resultam bem melhor. Consegues tirar-me da vida real e levar-me para um mundo à parte, bem melhor do que este. Consegues distrair-me, e isso é o essencial.
Queres que te explique porque acho piada às histórias que me contas...? primeiro porque a minha vida não tem nem metade da emoção da tua (lol), porque te acontecem sempre as coisas mais fantásticas, parecem saídas de um filme. E depois porque gosto de ti e gosto de ouvir o que vês e sentes (que poético). És daquelas pessoas que se não existissem tinham de ser inventadas... és possivelmente a pessoa mais divertida que conheço, aquela que está sempre a rir e a sorrir, mas que também é humana e chora quando há razões para o fazer (e aí entra a Homem do Leme). Neste ano e tal de conhecimento, acho que já te vi de todas as formas possíveis, deste essa alegria extrema à infelicidade, mas faz tudo parte da amizade, não é? Gosto de saber da tua vida, porque não posso fazer tão parte dela como gostaria, porque esta distância é uma coisa chata que apetece matar à cajadada, grrrr. Sabes que as tuas histórias e todos os telefonemas são sempre bem-vindos : ) Estou cheia de saudades, parece que nunca mais é dezembro para te ter cá em casa! :P I like you, Ritinha.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

house of the rising sun

No primeiro ano, a faculdade será a tua segunda casa.
No segundo ano, a faculdade torna-se a tua primeira casa.
No terceiro ano, a faculdade é a tua única casa.

Começo a acreditar cada vez mais nesta teoria. Hoje foi quase até às 7 da tarde.
Entre tocar e cantar músicas, fofocar sobre as pessoas e os mitos da fcsh,
perseguir a senhora do collibri, ouvir o programa dos moços,
rir com a queixa para o tribunal, saborear o pão com chouriço quentinho,
apanhar sol nas costas, discutir música e séries,
ouvir música brasileira mal tocada e cantada, rever pessoas,
conversar, conversar, conversar...

Esplanada olé :P uma casa, certamente, já <3

domingo, 24 de outubro de 2010

almost

Estás quase lá. Dás um passo em frente, dás dois atrás, mais um passo e voltas à posição inicial, como se nenhum tivesse sido dado, afinal. Andas às voltas, meia, uma, meia de novo, e ficas por fim como estavas no início, como se nenhuma volta tivesse sido dada, afinal. Vagueias por aí, o mundo é um lugar estranho e estranhos é o que não faltam, em cada esquina um rosto diferente, uma sensação nova, um ardor no peito que nunca tinhas sentido antes. Mas na verdade acabas por voltar ao local de onde partiste, e na próxima volta igual já verás os mesmos rostos, já notarás as mesmas sensações, já reconhecerás o ardor no peito e sentirás que o mundo, afinal, é um lugar estranho, sim, mas recheado de conhecidos, de sentidos que já não te dão o suave sabor da novidade. Sentes-te perdido à superfície, perdido em ti e nos outros, perdido/a no mundo, no ar e na terra, na água e no fogo, em tudo e em nada, como se tudo e nada fosses tu e o resto, ou o resto e tu, dependendo da perspectiva. Não sentes nada, afinal, porque o nada é tudo e tu não fazes a mínima ideia do que estás a fazer aqui, ali ou acolá. Estás quase lá, dizia, mas não será que, afinal, não estás em lado nenhum, não estás exactamente onde começaste, exactamente onde devias estar, embora quisesses sempre estar mais longe? Sentes de novo um ardor no peito, como que uma corrente à volta do coração que te amarra com uma força inimaginável. Queres tudo e não tens nada, acaba sempre por voltar ao ponto de partida quando partes à procura de algo que ambicionas demasiado e nunca consegues atingir. Estás sempre quase lá, mas nunca chegas lá efectivamente; é a lei da vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

the sky is no limit

Se as coisas não são divertidas, há que as tornar divertidas. É o caso daquela aula na qual o prof passou uma hora e meia a falar de notas de rodapé (interessante, hein?), e na qual a rÓlim nos deu a conhecer a família IKEA: "Eles são meio suecos, tipo IKEA", disse a Inês, e a frase ficou para a história. Entretanto já os facebookámos e vimos as caras, são todos minimamente girinhos, sobretudo o L, o alternativo que estuda agronomia ahahah. Depois logo se vê quem fica com quem e quem herda o casarão.. :p Para além disto, temos o meu desenho ("muito mau Raquel, ainda bem que foste para humanidades", by Teresa) do Simba - que era suposto ser um gato! -, e que originou a maravilhosa frase à telefone estragado: "vais tirar a barba a judas?", quando eu apenas disse que ia apagar-lhe a juba! E depois lembrámo-nos, eu e a Teresa, daqueles paus com uma forma estranha com os quais normalmente aqueles homenzinhos andam a procurar água no subsolo. Já não me lembro porque nos lembrámos disso, mas coisa boa não foi de certeza.
Adorei, absolutamente, o blind date telefónico que a Rita teve com o Thiago, daquelas coisas a que só se assiste numa vida :p eu a querer falar com ela, e ele a pegar no telemóvel para falar com uma desconhecida! A verdade é que tiveram uma longa conversa, ela achou-o fofinho ("não o conhece..!", palavras da Marta) e já se amigaram no facebook, foi uma coisa tão bonita. Depois disso, só mesmo aquela senhora que largou o carrinho de bébé no 738 e deixou o miúdo abandonado aos solavancos do autocarro, foi uma sorte aquilo não ter virado completamente --' Melhor que tudo isto, só mesmo as aulas de semiótica (tinham de vir...), nas quais eu vou apanhando uma frase a cada três que não percebo. Aquilo é uma grande incógnita, é uma mancha no meu subconsciente. Adorei quando ele disse que íamos falar de um livrinho que ele tinha escrito, "sobre as formigas, os burros e um cão, Jade". Que lindeza!
Bom bom é ir ao Santini, tenho de voltar para provar mais sabores :p O morango e a baunilha satisfizeram-me bastante, mas a companhia ajudou. Mas os meus ouvidos ficaram um bocado a queimar com o brasileirês que se ouviu, de um lado o Thiago, do outro o Maxwel, que bem tenta imitar mas não consegue ter sotaque nenhum! O Thiago é um atiradiço, passa a vida a fazer-se às moças ahah e o Max até disse o número de telemóvel em voz alta para as moças do santini apanharem. O Francisco conhece a Ana Maltez, a grande deusaaaaaaa, ficámos de boca aberta, queríamos tocar-lhe!!! O melhor da tarde foi mesmo o despique espontâneo com caloiros e veteranos de medicina chinesa, no meio do Rossio, quando o Max começou a gritar "NÓÓÓÓÓÓS...". Perdemos à grande e à francesa ahah, eles eram uns cinquenta, nós éramos menos que dez, mas mesmo assim fizemos ouvir os hinos de CC e defendemos a nossa honra, houve ali coragem :p
Lembrei-me de quando falei, divulgando, do postcrossing, e me deram a conhecer a possibilidade de receber algo mais em casa, tipo bombas. Será o bombcrossing, como lhe chamámos. Parece-me interessante! E as meninas da tuna agora trouxeram novos nomes de praxe, todos fófis: irmã Lúcia, Nossa Senhora e Madre Teresa. E a Rólim diz: "Se o meu filho nasce no Natal, eu estou grávida de sete meses!"; e a Teresa diz: "Eu não sei o que é que tu andaste a fazer com deus, mas....", e descobriu que deus pode ser um ET - à partida porque, sendo omnipresente e tendo o power todo, será extra-terrestre! Conversas lindas para se ter na tenda, a ler o Metro.
Houve quem voltasse ao -4 e furtasse o dito local, trazendo para casa alguns dos slides do Beto, que afinal não é o beto mas sim um tipo muito muito muito parecido com ele. E houve quem tentasse ir ao telhado / terraço da fcsh, o sítio proibido, aquele onde supostamente está o altar à Ana Maltez e no qual poderíamos sentir o power todo (mais uma vez) do momento em que ela foi investida por deus (mais uma vez) de nos ajudar para todo o sempre. Foi uma expedição falhada pá, bem subimos ao oitavo piso  tudo, mas não deu, fica para a próxima semana :P
Quando não há novas aventuras e expedições marcadas, ou quando estas falham, o que é que acontece na fcsh e aos seus grandes caloiros? Esplana-se. Está-se. Fica-se. Conversa-se. Tira-se fotografias. Descansa-se. Resumindo, outra vez, esplana-se e ponto final. E fala-se daquele tipo novo que não suportamos, aquele que faz uma piada sobre pregos (ferramenta) e bifanas e manda bitaites em tudo o que é aula. "Raquel, vem depressa que eu já não posso ouvir o rapazito falar", by Inês. E fala-se também de idas ao jardim zoológico (lembrei-me do zÔólógico do M, aquele sotaque, ai *-*....) e ao Oceanário, das focas - peço desculpa, leões marinhos! - Eusébio e Amália, de transportes: "Para quê alugar um autocarro, porque é que não vamos de metro?", para o Badoca Park, aaaaaaaaah. Acho que não. Melhor que isto (hoje estou muito repetitiva!), só mesmo aquelas poses do Chico, aquela emoção toda a falar de cinema na esplanada. Grande esplanada - a essa sim, deveria ser erguido um altar.
É uma boa vida, esta. Há sempre planos para ocupar as nossas manhãs e tardes, nem que seja simplesmente comunicar - e é para isso que aqui estamos, também! Pessoas de CC, vocês são assim... o máximo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

underground

O -4 é aquele sítio da éfecêésseagá onde há vida, não necessariamente humana, segundo o manual do caloiro elaborado pelos caríssimos veteranos. Juntamente com o telhado da gloriosa Ana Maltez (ao qual é mais difícil aceder, mas ainda havemos de conseguir!), é um dos mitos da faculdade e um local que todos, curiosos e corajosos, desejamos (ou não) visitar. Ou seja, um local para visitar pelo menos uma vez na vida, imprescindivelmente, tipo Meca - não podemos passar pela fcsh e não ter a nossa própria aventura no -4. A nossa, de caloiros corajosos (e mesmo assim num grupinho de 7) e receosos, ao mesmo de tempo, de saber o que lá iriam encontrar.
A escadaria íngreme que passa pelos pisos inferiores da torre b é por si só um mistério, o início das trevas, se assim o quisermos - começamos a sentir uma brisa e a ouvir tipo uma daquelas músicas à Hitchkok na cabeça. Uma cadeira sem rabo (isto soa tão bem) recebe-nos à entrada do famoso -4, abrindo a porta azul para o que nos parece, a uma primeira vista, mais uma das garagens da faculdade. Mas não é uma garagem qualquer! Não queria adiantar muitos pormenores, "se querem saber o que lá está, vejam com os vossos próprios olhos", é o que nos dizem e o que devemos continuar a dizer para que gerações e gerações de fcshianos visitem o mito e o sintam na pele. Mas vá, algumas pistas: há lá muita coisa estranha, desde máquinas de cortar fiambre a tractores, desde slides do Beto (ou de alguém muito semelhante!) a cadeiras e mesas inutilizadas, computadores, chapéus de chuva funcionais, máquinas de café e troncos de árvore. É do estilo "don't ask", muito estranho, muito bizarro mesmo. É como se anos e anos de vida da fcsh estivessem concentrados naquele piso, recheado de lixo e de uma camada de estranheza muito mas muito grande. E entre observar e fotografar todas estas pérolas, eis que surge a vida humana, ou não, embora a Renata diga que a senhora é do Alentejo. Alguém abre (numa cena muito cinematográfica também!) outra das portas azuis daquele labirinto de pó e história, olhando para o grupinho de sete, lançando um olhar fulminante e começando a caminhar na nossa direcção. É caso para dizer, "põe-te a milhas", e foi o que fizemos, a rir à gargalhada com a situação toda. Subir os pisos e regressar à civilização, ver a luz do sol e as pessoas que já nos habituámos (para além da senhora perseguidora, que chegou lá acima de elevador, primeiro que nós!), foi absolutamente reconfortante, um verdadeiro alívio.
E assim foi a nossa expedição ao -4, a nossa grande aventura aos escombros da fcshhhhh - achei que merecia ser contada! -, um local a não perder, já nos cinemas, em exibição na avenida de berna, todos os dias, a todas as horas, durante o ano inteiro.

domingo, 10 de outubro de 2010

like

Sabe bem, sabes? Este ser e não ser, este impasse que na verdade já não o é, esta coisa indefinida entre nós, que não é nada mas é tudo em simultâneo. Sabe bem estarmos assim, exactamente como devemos estar, como de outra forma não poderíamos estar. Agora compreendo isso, finalmente. Não quero menos - nunca o quis -, e não quero mais - como já quis, ambiciosa e sonhadora -, quero apenas o que temos, aquele nada que é tudo, aquele mito que hoje está tornado uma realidade consumada. Gosto disto, gosto de como as coisas estão. Nada é perfeito, claro, e algumas arestas poderiam ser limadas, pendendo para o lado do 'querer (um pouco) mais'. Mas ainda assim... isto é bom, não peço nada mais neste momento, talvez receando perder o que se conseguiu até à data, e por isso deixemos as coisas tal como estão. Repito-me, mas volto a dizer, gosto disto tudo. Agrada-me ver uma evolução, sobretudo nesta cabeça por si só já bastante afectável por coisas idiotas, e perceber que realmente exigi demasiado, quando me podia ter contentado com o que tinha e que, agora entendo, era muito bom já no passado. Agora é ainda melhor, possivelmente. Pode ser só impressão, mas o contacto parece mais reforçado, e isso contribui para o meu agrado. E permite-me compreender que estamos exactamente onde queria que estivéssemos. Talvez, se um dia voltar a querer mais e esse 'querer' for mútuo (ou não), a coisa descambará, ou não. Mas o tempo o dirá, por enquanto isto merece um like facebookiano do tamanho do mundo.

imagine

Se há história que me perturba e intriga verdadeiramente, é a da morte do John Lennon - aproveitando a efeméride do aniversário dele, ontem. Uma pessoa que é fã de outra, como é possível invejá-la, odiá-la, ao ponto de pegar numa arma e, num impulso, matá-la a sangue frio? ... É frustrante, é ridículo, é uma coisa absolutamente surreal, mas aconteceu, e graças a essa pessoa o mundo perdeu um dos seus heróis. Nunca fui grande fã dos Beatles, embora goste muito de algumas músicas, nem do Lennon a solo, mas é facto que foi um grande homem e que tem algumas das melhores músicas de sempre. A Imagine (música da praxe, que toda a gente partilha) é uma delas, e deixo aqui como forma de homenagem. Pensemos nesta situação toda e reflictamos, sei lá, pode ser que dê em alguma coisa. Ou então limitemo-nos a ouvir a canção e a sorrir com a sua mensagem.

days and days

Aqui vai mais um 'post à Raquel', como diz a Rita.
Têm sido dias de pouca esplanada, graças a este maravilhoso tempo que tem assombrado a nossa semana. E têm sido dias de pouca leitura também, de muito pouca paciência para se dedicar a estudos. Ainda assim, o Saramago tem ganho às fotocópicas de sistémica (porque será) e até ganhou um pouco ao facebook, o que não deixa de ser surpreendente. Esta morte fascina-me tanto. Por outro lado, a casa nova traz novas diversões também: fazer sessões fotográficas a gatos, ver os quatro canais da televisão, escrever notícias para o querido Espalha-Factos (que bateu um novo record de visitantes, demos-lhe - e nos - os parabéns! :D), beber B! Groselha (que é ainda melhor misturado com coca-cola *-*) e andar de metro e autocarro, coisas giras às quais não estava habituada, porque Sintra não tem nada disso (cidade rulezzz).
Um novo bem-haja à caacc por se ter esforçado na organização de uma segunda praxe - com canções jogos muito parvos mas divertidos (muffin man! :P) - e de um jantar do caloiro que podia ter sido melhor, não fossem alguns contratempos, mas que ainda assim deu para conviver um bocadinho extra-fcsh, e para fazer batalhas entre sangria, coca-cola e cerveja :p E continua a ser um grande orgulho fazer parte de tudo isto : ) Aquela cadeira dos sinais e dos signos (seja isso o que for) é que continua a ser uma chatice, basta dizer que houve pessoal a sair a meio das aulas, mas pronto, tudo se sobrevive em nome do resto. E o resto é bastante bom, bem como as pespectivas de futuro.
A postalada continua a ser enviada e recebida, provavelmente, mas ainda estão os outros senhores (os da máfia, que compraram a casa lol) a recebê-los, por isso coise, estou um bocado de mãos atadas. A Rosinha é que tem umas histórias muito engraçadas para contar sobre o postcrossing! ahah, e as conversas com ela são sempre muito lindas, sobre atingir notas muito altas no coro (btw, um dia talvez vá ver um ensaio da tuna :P), gente com médias de 18 (bons tempos xD), psicologias, gente que vê a TVI, abions que passam por cima aqui da nova casa e os meus vizinhos, que são todos personagens engraçadas, entre muitas outras coisas.
Ou seja, têm sido uns dias muito engraçados. Ter um fim-de-semana a começar à sexta, é o que dá, acaba por se ter muito tempo e por o aproveitar muito pouco, mas é a vida. E não é nada má.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

find another you

Não podia haver melhor vida do que a de universitário. Não é fantástico passar uma tarde inteira a conversar com as pessoas do curso, depois de ter uma manhã recheada de aulinhas? Tenho a dizer (aqui no blog, uma vez que já o disse no facebook) que a esplanada da FCSH é do melhor que já se viu, um verdadeiro oásis no meio do deserto. São quase sete da tarde e continua iluminada pelo sol, quando tudo à volta são trevas e escuridão. É viva e estimulante, sempre com gente nova a chegar, e só apetece ficar lá a tarde toda a 'esplanar', a jogar ao olho (buraco), a ouvir anedotas parvas, a conviver. A passar o tempo das aulas! (?) Já lá vão os tempos em que ficar em casa sem fazer nada era bom, só para estar longe da escola. Aqui quer-se estar lá até o mais tarde possível, ali na esplanada, ou simplesmente a passear na faculdade (isto já é síndrome de novidade :p)!
Agora que as aulas começaram a sério, há que falar um pouco delas (mas muito pouco ahah): aquela coisa dos sistemas até podia ser pior, mas acho que estou com o Tjiago, melhor mesmo é ver Anatomia de Grey no computador enquanto o prof fala; semiótica... é melhor nem falar (só dizer que não sei se voltarei a ir àquela aula alguma vez mais); métodos vai-se, mas não é nada de especial; economia é giríssimo (*-*), estou a descobrir melhor o meu lado oculto de economista; e teorias é assim uma coisa fofinha com história, psicologia e filosofia, tudo à mistura, e com um prof fofinho e genial também. Já tenho assim umas boas dezenas de coisas para ler, mas não deixa de ser agradável ( : e estou a aprender que se aprende bastante nas aulas, sobretudo o que o senhor sábio dizia no outro dia, sobre descobrirmos o conhecimento que está em nós e sermos despertados para pensar, para desenvolvermos o nosso espírito crítico. Gosto disso!
A conferência de hoje, com o prof Steve Doig, também foi muito interessante. Como dizia aos meus queridos veteranos, se me pedissem, numa cadeira, para escrever uma reportagem sobre a sessão, eu adorava, até pagava para o fazer! Queremos ser jornalistas (we think so), por isso qualquer coisa que fuja ligeiramente à teoria deste primeiro ano (e que nos permita tomar um maior contacto com a parte prática) é recebida de braços abertos. A recepção foi esclarecedora acerca das vertentes e a palestra do senhor, em inglês, acho que nos convenceu a todos da importância do trabalho de um jornalista, fundamental à democracia e à sociedade. Gosto disto também :p E a nossa querida faculdade, a melhor de Portugal, e o nosso querido curso de CC, o melhor de Portigal também... opá, é outro nível lol, é um prívilégio para nós podermos contactar com nomes tão conhecidos do grande público e aprender com a sua experiência, acho isso simplesmente maravilhoso (e é para eles uma honra darem-nos aulas, também, segundo o que dizem!).
Repararam que está sempre tudo relacionado com a comunicação? A comunicação é tudo, tudo mesmo. Sem ela não teríamos nada, e com ela podemos ter tanto, mas tanto.
Agora um parênteses: as minhas conversas com a Andreia são tão boas, que vou registar algumas baboseiras das aulas. Primeiro, aquela coisa que desenhaste em semiótica (enquanto eu desenhava uma cara de gato) não era um cavalo, parecia muito mais um golfinho (o_O).  Segundo, acho fantástica a ideia de se fazer uma festa de anos (ou meses, ou dias, depende) na passagem das três para as seis células, enquanto embriões na barriguinha da mamãe. Terceiro e último, levar um chimpanzé para a aula de semiótica, mascarado com uma peruca loira (e outra morena), no nosso lugar, parece-me uma ideia genial. Vamos a isso? Parênteses dois: Marta, as tuas unhas não estavam assim tão mal, não ligues ao que os outros dizem, aquele verde era bonito! E o meu padrinho tem de criar facebook, senão isto não tem jeito nenhum :p

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ser CC

Após uma grande semana de praxe, ainda estou viva. Sobrevivi e passei de bichona (LOL) a caloira, entre actividades divertidas e nódoas negras nas pernas. Nunca fui anti-praxe, apesar de algumas situações não me agradarem particularmente, mas também nunca tinha tido razões para me declarar a favor. Hoje, uma semana passada, digo que não podia estar mais de acordo com a tradição académica e esta forma de integração na universidade. Conheci gente maravilhosa e fiz bons amigos, o que provavelmente não teria acontecido se tivesse escolhido ir às aulas em lugar de participar na praxe: perderia muito e não teria ganho o que ganhei.
Começar o dia com uma aula fantasma que nos matou a todos de susto não poderia ser melhor. Tudo de boca aberta, sem saber se deveria rir ou temer, com o menino Tonecas (que é meu colega de curso) a discutir com o professor de Sistémica, aquela cadeira que assusta só dizer a percentagem máxima de aproveitamento. Começamos logo a conviver com veteranos e doutores, compramos o fantástico kit caloiro - com pulseira, t-shirt e bíblia - e aprendemos a agir quando são pronunciadas as palavras granada (treino para o Afeganistão), tartaruga aflita e pega-monstros. Aprendemos também os cânticos, aquelas maravilhosas canções e hinos do curso e da faculdade, recheados de sentido e asneiras. Passamos o dia entre a fcsh e o campo pequeno, com direito a fotografias por parte dos estrangeiros e a um sorriso sincero da senhora da loja à qual me agarrei numa das actividades, com cuidado para não sujar muito os vidros x) Almoçar comida macrobiótica na cantina dos pobres, de mãos atadas e só com uma faca ('Renata, levanta um bocadinho, equilibra a gelatina... isso! Agora tu..' :P), carregar com capas de veteranos, fazer a oração à gloriosa Ana Maltez (pen na terra!) e participar nos Bicholímpicos, esta grande competição que incluía abordar estranhos para tourear, assinar uma petição, bem como fazer o macaquinho tarado e descobrir o rebuçado na farinha. Foi um bom primeiro dia para conhecer pessoalmente os conhecidos e um pouco mais de Lisboa, para morrer à sede e rir até mais não, tal como para pintar as unhas de verde e chegar a casa com braços e cara pintados.
Outro dia começa com uma vénia ao professor que nos sorriu pela única vez na vida e com um pedido cantarolado à porta do correio da manhã para o Octávio ('vem à janela'!) dar emprego aos nossos veteranos e doutores - sendo que os senhores lá de cima puseram à janela um CR7 de papel. Leilão muito porreirinho na escadaria do jardim, comprada num pack três com a Filipa e o Alex por 3,5 euros, pelo Thiago e a Luísa, uhuh. Valíamos mais! Despiques com CPRI ('tens a média baixa!' e 'ninguem vos ouve!') e outros cursos, olé. Depois do almoço melhorzito na cantina, ocorreu a melhor de todas as discussões por mim, para a equipa do rally-tascas: 'eu sou madrinha dela!' (Marta), 'eu comprei-a!' (Thiago), 'eu sou a entidade patronal!' (Pedro). O Thiago ganhou, lá fomos beber de tudo um pouco (e dançar o rebolation! :P), entre sangria, vinho (que o Miguel se encarregou de espalhar pela minha t-shirt), vodka com redbull, amarguinha e ginja; nunca bebi tanto em toda a minha vida, fiquei tonta mas passou passado um tempinho. O Z estava tão cómico que só dava para rir, até o pessoal começar a beber demais e a cair para o lado e a cena começar a perder toda a piada que tinha tido, não gostei nada de ver. Tempo ainda para registar a ida a casa do Tiago e o facto de começar a falar com sotaque madeirense, ah poisé.
O dia da eleição e do apadrinhamento foi outra coisa surreal: o Ricardo popstar que o diga, que ficou todo coiso por conhecer a Carolina Torres, para além da Diana e do Pêgo, todos jurados do concurso de Miss e Mr. Caloiros. Z e Galinfona, os dois misters caloiros de 2010, com muito mérito na dança, no stand-up e nas cantorias, o que originou uma manhã engraçadíssima e uns vídeos de partir o coco. O senhor Chico deu-me o (horroroso) nome de praxe de Manuela Moura Guedes, que permanecerá até ao fim dos meus dias. Metro até ao Marquês e uma descida muito desconfortável da Av. da Liberdade com latas presas aos pés, que se embaraçaram e fizeram um barulhão enorme - a chamada latada, coisa linda. O Netto obriga aqui a je a dançar em cima de uma bola no Rossio e a entrar 'para a história de uma família', com um senhor a filmar ahah. Os Estudos Europeus só sabiam cantar a música do arroz de ----, ainda por cima estavam armados com lanças e tinham umas caras furiosas, mas nós cantámos mais alto! A cerimónia do apadrinhamento consagrou a Martinha como madrinha e fez-me descobrir o Ricardo como padrinho, o que, pelo que dizem, foi um bom par de padrinhos conseguido :) para não falar dos muitos pseudos por aí espalhados.
E o último dia de praxe chegou assim para o chuvoso, não muito bom para o baptismo. Depois de algumas patetices e de um snake improvisado na hora mesmo para nos cansar, lá tomámos o banho da praxe nos vulcões de água do parque das nações, assim todos agarradinhos, a cantar os hinos de CC e da Nova enquanto nos encharcávamos, 3 e 4 vezes, com a erupção vulcânica de água. O Pedro a secar os calções na conduta de ar, de toalha enrolada na cintura; o Chico a surgir na fotografia de grupo de boxers azuis; as nossas t-shirts e calças todas encharcadinhas, as fotografias-maravilha tiradas naquele início de tarde, só bons momentos para recordar :p Deixámos de ser bichos, agora somos caloiros com muito orgulho (o orgulho já o tínhamos antes, por sermos especiais, bichos de elite!), já não somos maltratados (lol) pelos nossos superiores hierárquicos. O Z e a Galinfona, mais a Carolina, foram ao curto circuito divulgar a praxe e o bom nome de CC e da FCSH (CC no CC!), dançar e contar alguns episódios engraçados da semana. O primeiro jantar de curso de sempre, do pessoal do 1º ano, foi nos armazéns do chiado, umas 20 pessoas a conversar e a cantarolar pelo centro. E mesmo a chover a potes, cantámos pelo chiado, dissemos asneiras na noite lisboeta, encharcámo-nos e fomos de novo baptizados até nos abrigarmos no metro e aquecermos a voz com todo o tipo de música (e despiques!), para mais tarde recebermos fervorosamente os veteranos e doutores como deve ser. Não fomos obrigados mas, instintivamente, fomos levados a cantar e a orgulhar o curso e a faculdade, aos quais pertencemos e dos quais gostamos cada vez mais :) Somos sem dúvida os melhores caloiros de sempre e CC é a melhor família que podíamos ter arranjado nesta nossa investida na universidade! A noite no bairro alto prolongou-se, e mais virão ao longo do ano para voltar a juntar o pessoal todo, que tenho adorado conhecer: Andreia, Renata, Tiago, meus novos amigos do <3. É o reboleixon xon ahah. Não queria estar noutro sítio nem com outras pessoas =) Parabéns a veteranos e doutores pelo excelente trabalho com a praxe este ano!
NÓÓÓÓÓÓÓOÓÓÓÓÓÓÓ... somos de comunicação! pás pás pás pás!
Imaculada, senhora dos bordéis... faz com que o vinho não se acabe nos tonéis!
Lá vai a Nova de sininhos e balões...
De que curso é que vocês são? CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO!
Eu quero é CU, é CU, é COMUNICAÇÃO!
Viva CC e a FCSH : )