quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Paranóias da Gripe A

* Raquel e Ana vão a andar naturalmente na rua, a conversar. O telemóvel de Raquel toca, e esta atende. Num repente, com as correntes de ar e tudo o mais, Raquel espirra. Mas um espirro daqueles mesmo fortes, cá de dentro, da profundidade das nossas cavidades nasais. Raquel aguenta-se ao telefone, enquanto Ana se afasta rapidamente da amiga.
- Atenção! – diz, quase possuída, ficando para trás enquanto Raquel continua a andar. – A Raquel tem gripe A! A Raquel tem gripe A!
A sorte é que pouca gente passava naquela rua àquela hora. E que Ana depressa se aproximou de Raquel e ambas continuaram caminho a rir que nem umas perdidas com aquela atitude de Ana.

* Ana convidou Raquel para ir com ela ao cinema, mas Raquel já tinha visto o filme que Ana queria ver.
- Podemos ir a um centro comercial, andar pelas lojas e assim… - sugeriu Raquel, tentando encontrar um local para a saída com Ana.
- Ir a centros comerciais é mau, agora com a Gripe A… há muita gente, e temos de ter cuidado. – respondeu Ana.
Raquel fez uma careta.
- Ah, e os cinemas não são nos centros comerciais? Não tens medo de apanhar a gripe A numa sala de cinema, mas tens num shopping? - atirou Raquel, revirando os olhos.
Ana aquiesceu.
- Pois, tens razão..

* Por entre os muitos turistas que visitam a vila de Sintra, encontravam-se vários grupos de chineses, espanhóis e italianos. Raquel ia aproximar-se de um grupo de escuteiros italianos para observar o que eles estavam a ver, quando Ana a puxou por um braço e impediu de se mexer. Raquel virou-se para ela com grande admiração.
- O que foi, pá? – perguntou.
Ana aproximou-se para lhe murmurar ao ouvido.
- Sabes que em Itália a gripe A está a atacar com força…
Escusado será dizer que Raquel deu uma enorme gargalhada e, de seguida, revirou os olhos de forma estridente.

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