domingo, 22 de março de 2009

SHAPE OF MY HEART

Há dias nos quais não vale a pena tentar sorrir, sequer. Acordamos com mau humor (e sendo do signo peixes, acontece com grande frequência) e ele prolonga-se pela manhã, pela tarde e pela noite. Não há nada a fazer. E este podia ter sido um desses dias – e foi-o, durante umas horas – não tivesse acontecido o que aconteceu. Não se iludam, não aconteceu nada de mais. Nada de extraordinário, que signifique o mundo para mim. Mas foi agradável, e agradável conta como se fosse fantástico, por vezes.

Ginástica matinal. Uns minutos a andar de bicicleta estática, a ver televisão (cerca de três quilómetros), uns quantos abdominais (até começar a doer as costas) e outros quantos minutos a andar para cima e para baixo no step. Por mais que custe, por mais que se sue, dá para libertar não só as toxinas do corpo, mas também a tensão acumulada no corpo. E quando se acaba de fazer o exercício, a sensação é de libertação total. Muito bom. Tenho uma pena imensa de não o poder fazer todos os dias, mas nas férias vou dar o meu melhor para o conseguir com regularidade. Talvez até dê para perder uns quilinhos. Ou umas gramas.

Depois, almoço em casa de… bem, é complicado explicar o grau de parentesco. É uma amiga dos meus avós, Magu, cujo ex-marido é… enfim, fiquemos por aqui. Fomos almoçar na casa dela, a coisa mais pequena e apertada que se pode imaginar, um espaço onde parece não caber mais do que uma pessoa. Mas a verdade é que ela consegue juntar, semanalmente, ao domingo ao almoço, a família toda: os quatro filhos crescidos, as respectivas famílias, e ainda alguns amigos (como nós) que possa convidar adicionalmente. E cabem todos lá. Quase como uma linha de montagem, cada um sabe exactamente o que tem de fazer para preparar o almoço, arrumar a sala, desarrumar, pôr isto e tirar aquilo. E a casa até parece maior, com cerca de doze pessoas lá dentro. O que mais admiro é a união naquela família. Ninguém tem nada com isso, mas a anfitriã tem duas filhas do primeiro marido (casadas e com filhos pequenos) e um filho e uma filha do segundo marido (de quem também já está separada, e que estão na casa dos vinte anos). Todas as semanas, as famílias encontram-se na casa da mãe, como uma só, para estarem juntas. É de louvar, na minha opinião. E mesmo que ela não esteja, a família vai continuar a juntar-se para cumprir a tradição.

Passámos o resto da tarde, a minha mãe e eu, a Magu e o filho mais novo, o Pedro (afilhado da minha mãe), a jogar monopólio em cima da mesa da sala, com o tabuleiro mais antigo que se pode imaginar. E divertimo-nos à brava. O Pedro é aquela pessoa querida, simpática, bem-educada, sorridente, que toca numa banda e é ligado à família. Somos diferentes, bastante até, mas sempre que estou com ele sinto que sabe bem, que me enquadro naquele meio. Às vezes não, mas às vezes sim. E por isso gosto desses momentos. E por isso posso dizer que este dia foi melhor do que aparentava vir a ser.

Um amigo da minha mãe, expert em fotografia, visitou a minha página no Olhares e mandou-me os parabéns, dizendo que gostou muito da forma como capto os momentos fotografados. Em especial a foto da mosca, do melhor que já viu. É bom sentir o orgulhozinho elevado, de vez em quando… :)

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