terça-feira, 24 de março de 2009

HEIGTHS

O mau humor esteve ainda pior hoje de manhã. Se ontem já o considerava, hoje então… acordei realmente com os dois pés fora da cama. E esta irritação deve-se essencialmente a não ter tempo para nada. Não há tempo para vestir, não há tempo para comer, não há tempo para as coisas que gosto de fazer. Não há tempo para nada. Vivemos num ritmo tal que andamos constantemente a correr de um lado para o outro, sempre com pressa para sair de um lugar e chegar a outro, sem tempo para apreciar a viagem entre eles. Já estou como o meu professor de Macs: assim Não Dá. Não dá mesmo. E quando finalmente há um tempo (ainda que escasso) para mim própria, nunca sei o que hei-de fazer; falta-me inspiração e ideias. Isso é totalmente frustrante. Mas enfim, adiante. O mau humor acabou por passar, e embora nunca se saiba como estarei amanhã, por hoje já passou.

O meu professor de Filosofia, apesar de o teste ter apenas rendido 17 valores, gostou muito de uma das minhas respostas, e escreveu no teste «Muito bem!» e «Parabéns…». É óbvio que gosto de ver a minha escrita valorizada, e fico contente por ele ter gostado daquela resposta. Quando encontrou a Ana e a mãe dela no café, no Sábado, até lhes afirmou isso mesmo: «Ela escreve mesmo bem, não escreve?»… Ele gosta muito de mim, o que se há-de fazer? Hehe. A Ana também escreve bem, e até teve melhor nota que eu, o que ainda me estranha mais os elogios feitos à minha pessoa e não tanto à dela. Mas nós somos amigas, e os amigos não levam a mal. Há tanta gente (na nossa turma) que nem sabe onde é o Tibete… a nossa inteligência é superior, digam o que disserem. Isto são conversas parvas entre nós. :)

Quanto ao professor, é uma pessoa simpática, preocupada, supra-sincera. Tenho pena dele, às vezes. Divorciado, vive sozinho, dá-se apenas com alguns professores da escola, sofre de problemas de coração… e por vezes não controla a irritação (especialmente quando vem de fins-de-semana trabalhosos) durante as aulas, impacientando-se e até conversando sobre tudo e nada com os alunos. Gosto de falar com ele, mesmo que não esteja a ouvir nada do que está a dizer, porque sinto que ele gosta de conversar e não tem ninguém para o fazer. É uma excelente pessoa, apesar de ser um chato, às vezes. E merece mais. Ponto final.

Vi um filme estrondoso, ‘Segredos Urbanos’, gravado com o sistema Zon. Estou fascinada (após quase um mês de experiência) com o maravilhoso mundo Zon, gravar e ver filmes na box, parar a imagem e recomeçar quando quiser. Estou fascinada. E este filme foi mais um dos muitos que tenho para ver na televisão. Com um bom elenco, retrata vidas separadas de pessoas que acabam por se juntar, no dia derradeiro, e encerram inúmeros segredos entre si, em especial com as pessoas que, aparentemente, mais gostam. Deu para pensar na vida, e para olhar à volta. Nem tudo é o que parece. Às vezes esquecemo-nos disso. E o final em aberto deixa um enorme mundo para descobrir.

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