sexta-feira, 20 de março de 2009

THE BEST FUTURE

Passamos demasiado tempo da nossa vida a tentar decidir o futuro; valorizamos as decisões que nos podem garantir, ou não, uma vida futura planeada e como imaginámos que seria. Mas, na maioria dos casos, os planos vão por água abaixo e as coisas não correm como estava previsto acontecerem. Muitas vezes, o futuro que vivemos não corresponde ao que planeámos, e consegue até surpreender-nos, quem sabe pela positiva. Por isso, não vale a pena insistirmos num plano elaborado, não compensa tentarmos definir o futuro: a vida é uma viagem, cujo objectivo não é chegar ao destino. Disse-o Serena Williams, numa revista que folheei hoje, e é citação oficial a partir deste momento. Mais vale seguirmos viagem e vermos no que dá o caminho que escolhermos; e devemos escolhê-lo pelo impulso, pelo que achamos que pode vir a ser o melhor para nós. Enfim, divagações. Mas planeio seguir-me por elas.

Vi “Marley & Me”, à noite, no cinema, com a minha mãe e a nossa amiga Paula. Encontrámos a Patrícia, minha prima, o marido dela, o Ricardo, e uma amiga deles, a Andreia, que foram ver o mesmo filme. São os nossos companheiros do póquer a feijões, que jogamos durante horas e horas, pela madrugada fora. Adorei o conceito do filme: um cão que foi acolhido por um casal e passou a ser parte integrante de uma recém-criada família, e lhe trouxe muitas gargalhadas. Não é uma história sobre um cão, mas sim sobre como um cão pode ajudar a crescer uma família e a torná-la mais feliz. Tem uma parte inicial divertida, e um final dramático que arrancou, decerto, muitas lágrimas aos milhares de pessoas nas salas de cinema de todo o mundo. Eu sei que não escapei.

Sinto que posso vir a ser como o personagem de Owen Wilson: um repórter que experimentou ser colunista e adorou. Um diário é como uma coluna num jornal, embora talvez mais secreto. Mas posso não ter capacidade para ser reporte, embora à partida pareça mais aliciante; e posso ter jeito para escrever colunas. Quem sabe. Sei que vou acabar por escolher jornalismo, e o meu principal medo prende-se exactamente no problema de ter ou não o que é preciso para o ser. Espero que sim. Ainda tenho tempo para descobrir e, como disse acima, vou fazer o que me parece mais acertado.

Acabei os testes deste período. Falta uma semana para as férias, e sinto-me livre e mais descansada. Conversei com o Filipe, um amigo que conheci num curso de escrita, no msn. Gosto de falar com ele, é reconfortante. Fui ao dentista, algo que me põe sempre bem-disposta, e tive uma ideia (boa, acho eu) para um artigo para o jornal da escola. Um dia em Massamá. As pessoas da nossa escola passam a vida a dizer que Massamá não tem nada para ver, nada de bom para fazer. Eu e a minha amiga Ana estamos dispostas a provar o contrário. Um dia destes, aventuramo-nos pelo que Massamá tem de melhor, e vamos divertir-nos, a pé, sozinhas, a fazer coisas que talvez nunca fizéssemos se não estivéssemos juntas. Já o foi assim há uma semana, quando empreendemos uma divertida viagem por Sintra, e andámos por caminhos que escondemos de toda a gente. E Sintra tem tanto de belo para conhecer… Já tenho saudades das queijadas quentinhas!

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