domingo, 29 de março de 2009

LIGHTS OFF

Este mundo em que vivemos não nos permite ter total confiança nos outros, e muitas vezes despoja-nos da confiança que temos em nós próprios. Nada pode ficar pela primeira impressão: tudo pode não passar de um engano da alma. Este pensamento nada tem de justificável, simplesmente tinha de ser mencionado, após este fim-de-semana que mal deu para descansar. Não parei um minuto, até o Twitter teve de ficar para segundo plano… Não me senti de férias, talvez ainda seja cedo; mas gostava de descansar mais e aproveitar mais o tempo para fazer as coisas que gosto, para ser produtiva, para fazer tudo e mais alguma coisa.

Depois de um almoço com os meus avós junto à praia, num dia ventoso e desagradável, demos uma volta por Sintra e comprámos queijadas na Piriquita. Maravilhoso. Os turistas a passearem pela vila, cheia de gente, o Lawrence e tudo o resto no mesmo sítio do costume. Lindo. E a noite, apesar de ter sido só eu e a minha mãe em casa, foi igualmente agradável. EarthHour, ou seja, apagão em nome do planeta Terra. Mais do que um gesto activo, foi simbólico, e serviu para sensibilizar as pessoas quanto ao ambiente. Ou seja, das oito e meia às nove e meia da noite, tudo o que era electricidade foi desligado, nada de luzes ou máquinas de café. Só duas excepções: o frigorífico, claro; e uma televisão, para ver o jogo de Portugal. E soube bem jantar a ver o jogo à luz de velas, apesar do empate insuficiente no jogo, porque foi um grande jogo da parte da equipa portuguesa, e a falta de iluminação trouxe-lhe uma nova magia.

A Ana fez anos, domingo. Como afinal ainda não foi para a terrinha, convidou-me para passa o dia com ela e os pais. Andámos por Sesimbra, junto à praia, e estivemos em casa dos avós dela. A avó dela é uma fixe, simpática e muito jovial. Muito semelhante à Ana. Foi engraçado, gostei de passar o dia fora. Cansei-me um pouco, e quando cheguei a casa só me apetecia ver televisão e espreitar o que o pessoal andou a fazer durante o dia, no Twitter. Fi-lo, obviamente. Mas estava tão cansada que não aguentei muito tempo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

YOU RAISE ME UP

O Twitter é super viciante. Enfim. Tenho passado as tardes inteiras no computador, a espreitar tudo o que se faz e escreve pelo mundo fora. É interessante, mais do que divertido e interesseiro. É agradável. E já tive conversas bem interessantes, por exemplo com um jornalista da RTP N, mesmo durante o programa dele na televisão. Encontram-se pessoas simpáticas, conversas civilizadas, propostas de novas conversas. Gosto bastante. E a Demi Moore e o Ashton Kutcher… Nem se fala.

Estou de férias! Tenho duas semanas para descansar, e embora pareça muito, passa a correr. E as notas não vão ser grande coisa. Quer dizer, quem dera a muita gente. Mas eu acho pouco, em relação ao Período anterior, e ao que queria ter. Não há nada a fazer, senão melhorar em Abril, porque os exames estão à porta, e há que tentar ir com boas notas aos exames. Na próxima semana vou verificar as notas. Pode ser que sejam melhores do que se espera.

Almocei com a Ana, no sítio do costume. Íamos falar com a psicóloga da escola, sobre os exames e as disciplinas, mas por azar dos azares ela não estava lá. Ao menos o almoço não escapou, e soube muito bem. E passeámos pela escola, conversámos, rimo-nos um pouco, antes de quinze dias sem nos vermos. E está a um calor de morrer, impossível de estar na rua. Será o Verão a chegar? E a chuva que andam a prometer há quase uma semana, onde pára?

Ontem à tarde, sozinha em casa, peguei na guitarra e compus uma música. Vá, um excertozinho. Uma pequena música. Adorei, foi a primeira coisa que compus. Agora falta a letra, para completar aquela beleza. Senti-me bem, mesmo. Pode ser que venham mais, agora nas férias. Embora não tenha muito tempo, e continue a teclar no Twitter. Vícios. Espero que passe depressa, mas ao mesmo tempo gosto de lá estar, e não quero parar. Quem me dera ter tempo e possibilidade de passar assim todos os dias.

quarta-feira, 25 de março de 2009

WHEN SHE SMILES

Desinspiração. Desesperação. Bolas, é realmente frustrante. Quero escrever, e não consigo arranjar um assunto para desenvolver, algo que possa pesquisar e contar ao mundo. Damn. Ontem estive assim, hoje já me sinto melhor. Mas continuo desinspirada, isso não mudou. Tenho umas ideias para escrever, e talvez as desenvolva, embora o tempo hoje seja escasso. Foi devido a uma dessas ideias que, ontem à tarde, me aventurei no Twitter, a mais recente rede de interacção através da internet. Estou oficialmente viciada em descobrir pessoas famosas e cuscar as suas vidas. A sério. Já descobri alguns, depois de criar o perfil, e embora pense que é uma actividade para gente que não tem nada que fazer, admito que estou viciada. Pensei que fosse uma nova moda desinteressante, e até seria, não fosse a possibilidade de conversarmos com os nossos ídolos, à distância de um clique. Assim já gosto!

Relembrei o ‘Orgulho e Preconceito’, a obra-prima de Jane Austen, um dos melhores e mais bem escritos livros que já li. É fantástico. O que mais admiro é um parágrafo que descreve os novos sentimentos de Elizabeth em relação a Darçy. Sweet. Tenho de reler, ou então assimilar mais Austen. Talvez agora nas férias.

Recebi testes. Estou um pouco chocada, mas o choque inicial já passou. Tive 20. A História. Não quero estar para aqui a gabar-me que sei mais do que a professora, mas senti-me bem. As restantes notas também foram agradáveis, dão para manter. A Ana quis comprar uma merenda folhada, daquelas que fazem água na boca, e embora inicialmente eu tivesse dito que não queria, obviamente não resisti (nem foi preciso ela insistir), e acabámos a partilhar aquela maravilha. Hum. Apetece-me outra.

Jogar ao stop. É divertido, para passar o tempo, e apesar de parecer um pouco infantil e desinteressante, faz bem à saúde. Seriously. Aprendemos umas palavras novas (por exemplo, Dumbo é agora um animal com D), e divertimo-nos à brava. E isso, nada mais pode substituir. Nesta etapa das aulas, já praticamente nada se faz dentro das salas de aula, olhamos uns para os outros, sem matéria para leccionar e exercícios para resolver. Sabe bem não ter nada que fazer, mas sabe ainda melhor aproveitar o tempo que resta para fazermos coisas que gostamos. E continuo vidrada no twitter… tenho de parar.

E não é que acabei por escrever mesmo um texto sobre o Twitter? Parece que a inspiração jornalística regressou. E espero que tenha vindo para ficar. Coloco o texto mais tarde, no blog. Talvez amanhã, depende. Tenho de reler, talvez editar, mas gosto como está. Gosto do facto de ter voltado a inspiração e ter dito adeus ao desespero. Quando a minha mãe voltar do Porto, depois do jantar, conto-lhe as novidades todas, incluindo a iniciativa romântica do Ashton Kutcher para a Demi Moore, as notas, o texto, o dia de hoje. Correu bem. :)

terça-feira, 24 de março de 2009

HEIGTHS

O mau humor esteve ainda pior hoje de manhã. Se ontem já o considerava, hoje então… acordei realmente com os dois pés fora da cama. E esta irritação deve-se essencialmente a não ter tempo para nada. Não há tempo para vestir, não há tempo para comer, não há tempo para as coisas que gosto de fazer. Não há tempo para nada. Vivemos num ritmo tal que andamos constantemente a correr de um lado para o outro, sempre com pressa para sair de um lugar e chegar a outro, sem tempo para apreciar a viagem entre eles. Já estou como o meu professor de Macs: assim Não Dá. Não dá mesmo. E quando finalmente há um tempo (ainda que escasso) para mim própria, nunca sei o que hei-de fazer; falta-me inspiração e ideias. Isso é totalmente frustrante. Mas enfim, adiante. O mau humor acabou por passar, e embora nunca se saiba como estarei amanhã, por hoje já passou.

O meu professor de Filosofia, apesar de o teste ter apenas rendido 17 valores, gostou muito de uma das minhas respostas, e escreveu no teste «Muito bem!» e «Parabéns…». É óbvio que gosto de ver a minha escrita valorizada, e fico contente por ele ter gostado daquela resposta. Quando encontrou a Ana e a mãe dela no café, no Sábado, até lhes afirmou isso mesmo: «Ela escreve mesmo bem, não escreve?»… Ele gosta muito de mim, o que se há-de fazer? Hehe. A Ana também escreve bem, e até teve melhor nota que eu, o que ainda me estranha mais os elogios feitos à minha pessoa e não tanto à dela. Mas nós somos amigas, e os amigos não levam a mal. Há tanta gente (na nossa turma) que nem sabe onde é o Tibete… a nossa inteligência é superior, digam o que disserem. Isto são conversas parvas entre nós. :)

Quanto ao professor, é uma pessoa simpática, preocupada, supra-sincera. Tenho pena dele, às vezes. Divorciado, vive sozinho, dá-se apenas com alguns professores da escola, sofre de problemas de coração… e por vezes não controla a irritação (especialmente quando vem de fins-de-semana trabalhosos) durante as aulas, impacientando-se e até conversando sobre tudo e nada com os alunos. Gosto de falar com ele, mesmo que não esteja a ouvir nada do que está a dizer, porque sinto que ele gosta de conversar e não tem ninguém para o fazer. É uma excelente pessoa, apesar de ser um chato, às vezes. E merece mais. Ponto final.

Vi um filme estrondoso, ‘Segredos Urbanos’, gravado com o sistema Zon. Estou fascinada (após quase um mês de experiência) com o maravilhoso mundo Zon, gravar e ver filmes na box, parar a imagem e recomeçar quando quiser. Estou fascinada. E este filme foi mais um dos muitos que tenho para ver na televisão. Com um bom elenco, retrata vidas separadas de pessoas que acabam por se juntar, no dia derradeiro, e encerram inúmeros segredos entre si, em especial com as pessoas que, aparentemente, mais gostam. Deu para pensar na vida, e para olhar à volta. Nem tudo é o que parece. Às vezes esquecemo-nos disso. E o final em aberto deixa um enorme mundo para descobrir.

domingo, 22 de março de 2009

SHAPE OF MY HEART

Há dias nos quais não vale a pena tentar sorrir, sequer. Acordamos com mau humor (e sendo do signo peixes, acontece com grande frequência) e ele prolonga-se pela manhã, pela tarde e pela noite. Não há nada a fazer. E este podia ter sido um desses dias – e foi-o, durante umas horas – não tivesse acontecido o que aconteceu. Não se iludam, não aconteceu nada de mais. Nada de extraordinário, que signifique o mundo para mim. Mas foi agradável, e agradável conta como se fosse fantástico, por vezes.

Ginástica matinal. Uns minutos a andar de bicicleta estática, a ver televisão (cerca de três quilómetros), uns quantos abdominais (até começar a doer as costas) e outros quantos minutos a andar para cima e para baixo no step. Por mais que custe, por mais que se sue, dá para libertar não só as toxinas do corpo, mas também a tensão acumulada no corpo. E quando se acaba de fazer o exercício, a sensação é de libertação total. Muito bom. Tenho uma pena imensa de não o poder fazer todos os dias, mas nas férias vou dar o meu melhor para o conseguir com regularidade. Talvez até dê para perder uns quilinhos. Ou umas gramas.

Depois, almoço em casa de… bem, é complicado explicar o grau de parentesco. É uma amiga dos meus avós, Magu, cujo ex-marido é… enfim, fiquemos por aqui. Fomos almoçar na casa dela, a coisa mais pequena e apertada que se pode imaginar, um espaço onde parece não caber mais do que uma pessoa. Mas a verdade é que ela consegue juntar, semanalmente, ao domingo ao almoço, a família toda: os quatro filhos crescidos, as respectivas famílias, e ainda alguns amigos (como nós) que possa convidar adicionalmente. E cabem todos lá. Quase como uma linha de montagem, cada um sabe exactamente o que tem de fazer para preparar o almoço, arrumar a sala, desarrumar, pôr isto e tirar aquilo. E a casa até parece maior, com cerca de doze pessoas lá dentro. O que mais admiro é a união naquela família. Ninguém tem nada com isso, mas a anfitriã tem duas filhas do primeiro marido (casadas e com filhos pequenos) e um filho e uma filha do segundo marido (de quem também já está separada, e que estão na casa dos vinte anos). Todas as semanas, as famílias encontram-se na casa da mãe, como uma só, para estarem juntas. É de louvar, na minha opinião. E mesmo que ela não esteja, a família vai continuar a juntar-se para cumprir a tradição.

Passámos o resto da tarde, a minha mãe e eu, a Magu e o filho mais novo, o Pedro (afilhado da minha mãe), a jogar monopólio em cima da mesa da sala, com o tabuleiro mais antigo que se pode imaginar. E divertimo-nos à brava. O Pedro é aquela pessoa querida, simpática, bem-educada, sorridente, que toca numa banda e é ligado à família. Somos diferentes, bastante até, mas sempre que estou com ele sinto que sabe bem, que me enquadro naquele meio. Às vezes não, mas às vezes sim. E por isso gosto desses momentos. E por isso posso dizer que este dia foi melhor do que aparentava vir a ser.

Um amigo da minha mãe, expert em fotografia, visitou a minha página no Olhares e mandou-me os parabéns, dizendo que gostou muito da forma como capto os momentos fotografados. Em especial a foto da mosca, do melhor que já viu. É bom sentir o orgulhozinho elevado, de vez em quando… :)

sábado, 21 de março de 2009

CIRCLES

A falar no diabo… e as queijadas a aparecerem! Como recompensa por uma semana de loucos. Comi duas, e souberam bem. Ainda há mais à minha espera. Quanto ao dia em si, nada de especial a registar. A minha cadela, Lita, foi à tosquia. Está com o pelo preto cortado, toda fofa e querida. Um Marley em ponto pequeno, mais burra e pegajosa, mas ainda assim um bicho simpático para se ter em casa e fazer companhia, especialmente quando está lavada e bem cheirosa. Só apetece agarrar e fazer festas.

Quis escrever qualquer coisa, durante todo o dia… mas não estava suficientemente inspirada para o fazer, não me vinha nada à cabeça, não consegui arranjar um tema sobre o qual divagar durante horas. E isso é uma das muitas coisas que me tiram do sério: não conseguir escrever, quando escrever é das poucas coisas que faço bem e gosto de fazer. É a história da minha vida. Nas férias espero ter melhor sorte. E no futuro, então, nem se fala.

Ainda estou a esvaziar o cérebro de Descartes e David Hume, do teste de Filosofia, para além da família Maia e das cidades médias, dos restantes testes da semana. Espero não esvaziar totalmente, porque sempre pode dar jeito para outra altura, mas esvaziar um bocadinho também dá jeito para entrarem novas coisas. E eu preciso que entrem outras coisas. No entanto, o que mais recordei foi a aula de História de ontem, na qual a minha professora (embora não pareça muito simpática, é uma excelente explicadora de factos históricos) desenvolveu de forma sintética uma explicação lógica para a crise financeira que o mundo está a atravessar. Devemos culpar o capitalismo industrial, a liberdade de concorrência, por estarmos na situação em que estamos, mas não se compara (pelo menos ainda) à grande crise económica de 1929. Gostei de aprender mais sobre isso.

Passei a noite a ver um filme antigo, bastante comprido, como o eram na época. Antigo para anos 40, ou seja, relativamente velho. Mas gosto de ver e de recordar um passado que não vivi. Gosto de conhecer o cinema da altura, do início do século, de meados do século, e ver como as coisas mudaram em relação ao novo milénio. E mudaram muito. De resto, esta ‘coluna’ diária não põe oferecer muito mais, pois a minha vida não é estimulante e aventureira como muitas. Digamos que é apenas confortável, quando o é. Simplesmente escrevo sobre o que acontece, e como não acontece muito… Vamos esperando dias melhores. E, de preferência, com queijadas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

THE BEST FUTURE

Passamos demasiado tempo da nossa vida a tentar decidir o futuro; valorizamos as decisões que nos podem garantir, ou não, uma vida futura planeada e como imaginámos que seria. Mas, na maioria dos casos, os planos vão por água abaixo e as coisas não correm como estava previsto acontecerem. Muitas vezes, o futuro que vivemos não corresponde ao que planeámos, e consegue até surpreender-nos, quem sabe pela positiva. Por isso, não vale a pena insistirmos num plano elaborado, não compensa tentarmos definir o futuro: a vida é uma viagem, cujo objectivo não é chegar ao destino. Disse-o Serena Williams, numa revista que folheei hoje, e é citação oficial a partir deste momento. Mais vale seguirmos viagem e vermos no que dá o caminho que escolhermos; e devemos escolhê-lo pelo impulso, pelo que achamos que pode vir a ser o melhor para nós. Enfim, divagações. Mas planeio seguir-me por elas.

Vi “Marley & Me”, à noite, no cinema, com a minha mãe e a nossa amiga Paula. Encontrámos a Patrícia, minha prima, o marido dela, o Ricardo, e uma amiga deles, a Andreia, que foram ver o mesmo filme. São os nossos companheiros do póquer a feijões, que jogamos durante horas e horas, pela madrugada fora. Adorei o conceito do filme: um cão que foi acolhido por um casal e passou a ser parte integrante de uma recém-criada família, e lhe trouxe muitas gargalhadas. Não é uma história sobre um cão, mas sim sobre como um cão pode ajudar a crescer uma família e a torná-la mais feliz. Tem uma parte inicial divertida, e um final dramático que arrancou, decerto, muitas lágrimas aos milhares de pessoas nas salas de cinema de todo o mundo. Eu sei que não escapei.

Sinto que posso vir a ser como o personagem de Owen Wilson: um repórter que experimentou ser colunista e adorou. Um diário é como uma coluna num jornal, embora talvez mais secreto. Mas posso não ter capacidade para ser reporte, embora à partida pareça mais aliciante; e posso ter jeito para escrever colunas. Quem sabe. Sei que vou acabar por escolher jornalismo, e o meu principal medo prende-se exactamente no problema de ter ou não o que é preciso para o ser. Espero que sim. Ainda tenho tempo para descobrir e, como disse acima, vou fazer o que me parece mais acertado.

Acabei os testes deste período. Falta uma semana para as férias, e sinto-me livre e mais descansada. Conversei com o Filipe, um amigo que conheci num curso de escrita, no msn. Gosto de falar com ele, é reconfortante. Fui ao dentista, algo que me põe sempre bem-disposta, e tive uma ideia (boa, acho eu) para um artigo para o jornal da escola. Um dia em Massamá. As pessoas da nossa escola passam a vida a dizer que Massamá não tem nada para ver, nada de bom para fazer. Eu e a minha amiga Ana estamos dispostas a provar o contrário. Um dia destes, aventuramo-nos pelo que Massamá tem de melhor, e vamos divertir-nos, a pé, sozinhas, a fazer coisas que talvez nunca fizéssemos se não estivéssemos juntas. Já o foi assim há uma semana, quando empreendemos uma divertida viagem por Sintra, e andámos por caminhos que escondemos de toda a gente. E Sintra tem tanto de belo para conhecer… Já tenho saudades das queijadas quentinhas!

terça-feira, 10 de março de 2009

Rotina

Rotina. Queremos arranjar uma, talvez para não sentirmos necessidade de improvisar, diariamente, o que teremos de fazer, ou talvez para evitarmos o atrapalhamento de tarefas. Quando a temos e vivemos, queremos abandoná-la a todo o custo, arranjar uma nova, fugir, inovar, improvisar de novo, pois ela sufoca-nos e come-nos vivos. Precisamos de respirar, e a rotina corta-nos o fôlego. Precisamos de viver, e ela prende-nos numa vida que podemos ter escolhido, mas que agora desejamos nunca ter determinado. Precisamos de sobreviver, e a rotina da rotina torna essa tarefa praticamente impossível. Temos de fugir à rotina, o mais possível, tentar introduzir no quotidiano inovações, que possam ajudar-nos a sobreviver num mundo em que tudo tem horários, tudo tem prazos de cumprimento, tudo tem agendamentos. Precisamos urgentemente de aprender a improvisar, nas nossas vidas e nas dos outros, para não cairmos na desgraça. Ou torna-se um ciclo vicioso que estamos condenados a repetir até ao fim dos nossos dias, um círculo do qual é impossível sair. Precisamos de uma mudança no mundo. E quando ela vem, por vezes, por menor que seja, e a rotina é quebrada, por momentos que seja… sentimo-nos de tal forma surpreendidos com a fuga ao que está estipulado no destino que imaginámos, que não sabemos muito bem como reagir. E tem sempre um saborzinho especial, a mais pequena mudança, mil vezes maior do que se estivéssemos à sua espera. Podemos viver numa rotina, mas temos de saber quebrá-la, de quando em vez, surpreendendo-nos a nós próprios e aos outros, mudando o mundo a cada ínfimo toque que lhe damos. Por mais insignificante que seja.