segunda-feira, 19 de março de 2007

utopias e pores-do-sol à beira-mar

Estava um dia de sol. O calor não apertava, mas a tarde estava agradável. Sentada na areia, observava a praia e a água do mar. O pôr-do-sol estava, verdadeiramente, fantástico, e eu não o trocava por nada deste mundo. Comecei a observá-lo com mais atenção; sentia-me nova sempre que o via. Parecia que o mundo se tornava algo melhor, algo nunca antes visto. E talvez, só mesmo talvez, ele ficasse assim para sempre.
Dei por mim a sorrir para o sol, como se ele me fizesse a pessoa mais feliz do mundo. Senti um vento a aproximar-se, e olhei à minha volta. Não vi ninguém. Nos dias de Inverno, as pessoas não gostavam de ir à praia. Mas eu sempre adorei observar o pôr-do-sol, à beira-mar, especialmente no Inverno.
Voltei o meu olhar para a areia e peguei nalguns grãos, largando-os ao sabor do vento. Por uns instantes, fechei os olhos, sentindo o vento a pegar nos meus pensamentos e a levá-los para bem longe. De repente, dei por mim a sorrir, novamente, e apetecia-me ficar ali para sempre.
Só voltei a abrir os olhos quando senti alguém atrás de mim. Por momentos, os meus olhos recusaram-se a abrir totalmente, mas depois tudo ficou claro. O sol ainda lá estava, embora com uma cor mais alaranjada. Mas não era isso que importava, naquele momento. Quando senti a sua mão nas minhas costas, senti-me ainda melhor.
- Joana… – disse ele, retirando a mão do meu ombro e sentando-se ao meu lado, na areia. Vi-o a sorrir para mim, e encostei a minha cabeça no seu ombro. Adoro vê-lo sorrir, mas, naquele dia, só me apetecia abraçá-lo. E só queria que aquele momento nunca acabasse, e durasse para sempre.


Senti alguém a abanar-me, mas desta vez foi a sério. Abri os olhos e vi a minha irmã. Ela estava a gritar qualquer coisa sobre estarmos atrasadas para ir almoçar. Foi aí que percebi que tinha estado a sonhar. Depois, num pulo só, levantei-me da cama e fui a correr para a janela do meu quarto. Observei a praia, de dentro de casa, e, embora me sentisse desiludida por ter estado a sonhar, aquele tinha sido o melhor sonho da minha vida. Ao ver a areia da praia, e o azul do mar, senti uma nova esperança a apoderar-se de mim. Vi o meu reflexo no vidro, ainda em pijama, e vi que ainda estava a sorrir. E que ainda me sentia nos braços dele. E aí, só aí, percebi que estava apaixonada. Não sei se por ele, ou só pela vida em si, mas, nesse momento, soube que devia acreditar nos sonhos.
- Joana! – ouvi a minha irmã chamar, furiosa. E lembrei-me de ele ter dito o meu nome, no sonho. Então, decidi ir à praia, nesse dia à tarde, para ver o pôr-do-sol. Porque talvez, e só talvez, o meu sonho se tornasse realidade, e talvez me sentisse, de novo, a pessoa mais feliz do mundo.

1 comentário:

Inês Carvalho disse...

ola td bem?
Escreves coisas muito bonitas
obrigado pelo comentario, na realidade ninguem sabe da existencia dequele blog so venho la de vez em quando...
mas ja te adicionei no msn
beijinho